Clima tenso: mãe de menina morta por PM é hostilizada por aliados de Flávio Bolsonaro em debate
Durante debate presidencial, Cristiane Gomes da Silva foi alvo de apoiadores de Flávio Bolsonaro após confrontar o senador sobre a morte de sua filha.

Foto: - Cristiane Gomes da Silva durante debate da Globo/Foto: Reprodução de Vídeo · Original e licença
Um momento de forte tensão marcou o debate presidencial da TV Globo na última sexta-feira (23). Cristiane Gomes da Silva, mãe de Ana Clara Gomes Machado — menina de cinco anos morta por um disparo de fuzil em 2021 —, foi hostilizada por integrantes da comitiva de Flávio Bolsonaro (PL) enquanto acompanhava o confronto entre o senador e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O episódio teve início quando Flávio Bolsonaro, ao tentar interagir com Cristiane, que estava na plateia a convite da campanha petista, confundiu o nome da mãe com o da criança falecida. Ao ouvir a menção, Cristiane reagiu prontamente, afirmando que a filha havia morrido, e contestou a versão do candidato sobre as circunstâncias do crime. A reação da mãe desencadeou um tumulto, com apoiadores do senador exigindo que ela se calasse.
A atuação de Flávio Bolsonaro no caso é um dos pontos de maior desgaste na campanha. O senador atuou gratuitamente como advogado do cabo da Polícia Militar Bruno Dias Delaroli, acusado pelo Ministério Público de efetuar o disparo que vitimou a criança. O parlamentar chegou a assinar um recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar impedir que o policial fosse levado a júri popular, tentativa que foi rejeitada pela Corte.
Nos bastidores do evento, Cristiane não poupou críticas ao candidato, classificando sua postura como a de um "monstro". A presença da mãe no debate elevou o tom da discussão sobre segurança pública e violência policial, temas centrais na disputa eleitoral de 2026.
Em resumo
- Cristiane Gomes da Silva foi hostilizada por apoiadores de Flávio Bolsonaro durante debate na TV Globo.
- O senador confundiu o nome da mãe com o da filha, Ana Clara, morta em 2021 por um tiro de fuzil.
- Flávio Bolsonaro atuou como advogado do PM acusado pelo crime e tentou evitar o júri popular do agente.
Fonte: Revista Fórum

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