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Atuação de Flávio Bolsonaro em defesa de PM acusado de matar criança vira alvo de críticas

O senador Flávio Bolsonaro atuou voluntariamente na defesa de um policial militar acusado de fuzilar uma menina de 5 anos em Niterói, gerando embates na campanha presidencial.

Foto: - Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz fazendo "arminha" numa lanchonete do Rio - Foto: Redes sociais/Reprodução · Original e licença

A atuação jurídica do senador Flávio Bolsonaro (PL) em um caso de grande comoção nacional tornou-se um dos pontos centrais de tensão na reta final da campanha presidencial. O parlamentar prestou serviços advocatícios, de forma voluntária, ao policial militar Bruno Dias Delaroli, que responde pelo assassinato da menina Ana Clara Gomes Machado, de 5 anos, ocorrido em Niterói (RJ).

Segundo apuração do UOL, o senador assinou um recurso enviado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) com o objetivo de impedir que o PM fosse submetido a júri popular. A tentativa, contudo, foi frustrada, já que o tribunal rejeitou o pedido e manteve a decisão pelo julgamento popular. O advogado Paulo Klein, responsável pela defesa do militar, afirmou que o convite a Flávio ocorreu por meio do Instituto Família Policial, entidade que oferece assistência jurídica pro bono.

O tema ganhou destaque nos debates eleitorais realizados pela TV Bandeirantes, em 18 de outubro, e pela TV Globo, nesta sexta-feira (23). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) questionou publicamente a postura do senador, apontando uma contradição entre a atuação jurídica e o discurso de segurança pública defendido pelo campo bolsonarista.

Em resposta às críticas, Flávio Bolsonaro sustenta que sua participação no processo é um exercício legítimo da advocacia. O senador declarou que "o direito de defesa não deve ser criminalizado", reforçando sua confiança na inocência do policial enquanto o processo judicial segue em curso.

Em resumo

  • Flávio Bolsonaro atuou voluntariamente na defesa de PM acusado de matar uma criança de 5 anos.
  • O senador tentou, sem sucesso, impedir que o caso fosse levado a júri popular no STJ.
  • A atuação jurídica foi utilizada como argumento político pelo presidente Lula durante os debates presidenciais de outubro.

Fonte: Revista Fórum

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