A estratégia decisiva para a virada de Lula no segundo turno
Análise aponta que a conquista de eleitores do adversário é o caminho para Lula reverter a vantagem de Flávio Bolsonaro na reta final da disputa.

Foto: Lula e Flávio Bolsonaro – Foto: REUTERS/Amanda Perobelli · Original e licença
A corrida presidencial entra em sua fase mais crítica com um desafio claro para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Após o primeiro turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL) consolidou uma dianteira de 2,2 milhões de votos, o que representa uma margem de 1,8 ponto percentual. Segundo análises de especialistas, o resultado final dependerá menos da redução de abstenções ou do destino de votos brancos e nulos, e mais da capacidade de cada candidato em atrair o eleitorado que optou pelo adversário na etapa anterior.
Cálculos do cientista político Jairo Nicolau, da Fundação Getulio Vargas (FGV), indicam que, caso ambos os candidatos mantenham a fidelidade de seus eleitores e dividam os votos da terceira via, Flávio alcançaria 51,4% dos votos válidos contra 48,6% de Lula. Para superar essa diferença, o petista precisaria converter cerca de 1,2 milhão de eleitores que votaram no senador no primeiro turno.
Dados da consultoria Quaest mostram um cenário de alta fidelidade, com Lula retendo 95% de sua base e Flávio 94%. Para o cientista político Rodrigo Mahlmeister, da Universidade Duke, a margem para mudanças de voto é estreita, mas o comportamento do eleitorado feminino e a disputa regional serão determinantes. Lula busca sustentar sua força no Nordeste para equilibrar o desempenho de Flávio nas regiões Sul e Centro-Oeste.
Em resumo
- Flávio Bolsonaro iniciou o segundo turno com 1,8 ponto percentual de vantagem sobre Lula.
- Projeções indicam que Lula precisa conquistar 1,2 milhão de eleitores do adversário para virar o jogo.
- A fidelidade do eleitorado de ambos os candidatos supera os 94%, tornando a disputa por indecisos e mulheres o fiel da balança.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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