Justiça barra Tifanny Abreu das quadras e atleta perde condição de jogo na Superliga
Decisões do STJD do Voleibol e do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro impedem a continuidade da atleta Tifanny Abreu no Osasco, seguindo novas diretrizes de elegibilidade da CBV.

Foto: Tifanny em ação na Supercopa de Vôlei 2026 – Foto: Camille Menezes/CBV · Original e licença
A participação da jogadora Tifanny Abreu na Superliga de Vôlei foi interrompida por uma série de decisões judiciais e desportivas nesta sexta-feira. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Voleibol decidiu, de forma unânime, que a atleta não possui elegibilidade para atuar em torneios organizados pela Confederação Brasileira de Vôlei. Simultaneamente, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro derrubou a liminar que garantia a presença da jogadora nas partidas pelo Osasco.
Com 41 anos e em sua sexta temporada vestindo a camisa do Osasco, Tifanny está impedida de entrar em quadra. O advogado Luis Fernando Novaes, que compõe a defesa da atleta, declarou que a equipe jurídica buscará reverter o entendimento no TJRJ e estuda outras alternativas na Justiça comum para tentar reverter o cenário.
O conflito jurídico ganha contornos mais rígidos devido à mudança nas regras da CBV. Desde agosto, a entidade passou a seguir os critérios do Comitê Olímpico Internacional para definir quem pode competir na categoria feminina. A nova norma exige a apresentação de um teste genético que comprove a ausência do gene SRY, ligado ao desenvolvimento masculino. Tifanny, que integra a elite do vôlei nacional desde 2017, agora enfrenta esse novo obstáculo regulatório.
Em resumo: - O STJD do Voleibol negou por unanimidade a elegibilidade de Tifanny Abreu para competições da CBV. - O TJRJ suspendeu a liminar que permitia a atleta jogar pelo Osasco. - A CBV adotou as diretrizes do COI, exigindo teste genético negativo para o gene SRY para atletas femininas.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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