ONU coloca sob lupa denúncias de elos entre milícias e políticos no Rio
Comitê de Direitos Humanos da ONU analisará em dezembro denúncia que aponta expansão de milícias e cita figuras como Flávio Bolsonaro e Cláudio Castro.

Foto: - Flávio Bolsonaro em ato em Belo Horizonte (DOUGLAS MAGNO / AFP) · Original e licença
O Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) agendou para o período entre 18 e 24 de dezembro, em Genebra, a análise de uma denúncia que detalha a expansão das milícias no Rio de Janeiro. O procedimento internacional investiga supostas conexões entre grupos criminosos e agentes públicos, sinalizando que os mecanismos internos de justiça brasileiros foram considerados ineficazes pelos denunciantes.
Segundo informações divulgadas pelo jornalista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, o documento cita nominalmente o ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro e o ex-governador Cláudio Castro, todos do PL. A denúncia reúne um conjunto de episódios que, na visão dos autores, configuram violações sistemáticas de direitos humanos, incluindo prisões arbitrárias e incursões policiais ilegais.
Um dos pontos centrais do processo é o caso da menina Ana Clara. Relatórios da Secretaria de Direitos Humanos apontam que a morte da criança ocorreu em um contexto de incursões não autorizadas, que seriam utilizadas para o estabelecimento de milícias em comunidades. Em um adendo apresentado em 2024, o nome de Flávio Bolsonaro é mencionado em relação à sua atuação parlamentar na Alerj e ao suporte dado a agentes envolvidos em episódios de violência.
O Comitê, formado por especialistas independentes, avaliará a responsabilidade do Estado brasileiro. Caso sejam reconhecidas as violações, o órgão pode emitir recomendações formais ao país.
Em resumo
- O Comitê de Direitos Humanos da ONU analisará denúncias sobre milícias no Rio de Janeiro em dezembro.
- O processo cita o senador Flávio Bolsonaro, o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-governador Cláudio Castro.
- A denúncia inclui o caso da morte de Ana Clara e alega ineficácia das instituições brasileiras na apuração dos fatos.
Fonte: Revista Fórum

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