Política · Justiça · Segurança

Protestos em capitais ligam nome de Flávio Bolsonaro ao caso da menina Ana Clara

Faixas instaladas em São Paulo, Rio e Salvador questionam a atuação jurídica do senador Flávio Bolsonaro na defesa de policial acusado de matar criança em 2021.

Foto: - Flávio Bolsonaro atuou na defesa de PM acusado de matar Ana Clara. Foto: Reprodução e Edilson Rodrigues/Agência Senado · Original e licença

Na madrugada deste sábado (24), véspera do segundo turno das eleições, faixas com a mensagem “Procure no Google: Ana Clara e Flávio Bolsonaro” surgiram em pontos estratégicos de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. A ação busca chamar a atenção do eleitorado para a atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL) na defesa do policial militar Bruno Dias Delaroli, acusado de assassinar a menina Ana Clara, de 5 anos, em 2021, em Niterói.

O caso, que chocou o país, envolve a morte da criança atingida por disparos de fuzil enquanto brincava na porta de casa. Em 2024, o senador passou a integrar a equipe jurídica que tenta reverter o encaminhamento do PM ao Tribunal do Júri no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Embora a Quinta Turma do tribunal tenha rejeitado o recurso da defesa em abril daquele ano, o julgamento do acusado sofreu sucessivos adiamentos, com a data atual fixada apenas para maio de 2027.

A tensão sobre o tema escalou durante o debate eleitoral entre o presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro, realizado na última sexta-feira (23). Na ocasião, o petista questionou o senador sobre sua participação no processo. Em resposta, Flávio Bolsonaro demonstrou desconhecimento sobre os detalhes do caso ao confundir o nome da mãe da vítima, Cristiane Gomes da Silva, com o da criança morta, afirmando que desejava “ajudá-la”. A postura gerou revolta na plateia, onde apoiadores do parlamentar chegaram a hostilizar a mãe de Ana Clara.

Em resumo

  • Faixas em três capitais brasileiras denunciam a atuação de Flávio Bolsonaro na defesa de um PM acusado de homicídio.
  • O senador atua no STJ para tentar impedir que o réu vá a júri popular pelo assassinato de uma criança de 5 anos.
  • Durante debate eleitoral, a mãe da vítima foi hostilizada por apoiadores do senador após ser confundida por ele.

Fonte: Revista Fórum

COMECE A CONVERSA

O que você acha desta notícia?

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.

Comentários

Próxima notíciaBastidores da Operação Compliance Zero: as mensagens que ligam o banqueiro Daniel Vorcaro à Igreja Lagoinha