Eleitores enfrentam dificuldades e denúncias de boicote no transporte público durante votação
Relatos de ônibus que não param em pontos e redução de frota marcam o dia de votação em João Pessoa e Salvador, gerando intervenções da Justiça Eleitoral.

Foto: Passageiros denunciam dificuldades para embarcar em ônibus de João Pessoa durante o segundo turno da eleição presidencial, neste domingo (25) Crédito: Reprodução · Original e licença
O segundo turno das eleições presidenciais deste domingo (25) foi marcado por denúncias de eleitores sobre falhas no transporte público em João Pessoa e Salvador. Em ambas as capitais, passageiros relataram longas esperas, ônibus que ignoravam pontos de parada e redução na oferta de veículos, dificultando o acesso às seções eleitorais, apesar da gratuidade garantida pelo serviço.
Em João Pessoa, vídeos circularam nas redes sociais mostrando ônibus passando direto por pontos de embarque na Zona Sul. A Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob-JP) negou qualquer boicote, atribuindo os atrasos a uma colisão na região das Três Lagoas. Já o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo (Sintur-JP) afirmou ter recebido apenas uma reclamação formal, justificando que o motorista não parou por superlotação.
A situação em Salvador tomou contornos mais graves, levando a uma intervenção direta do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). Após denúncias de que a frota circulante estava 50% abaixo do habitual, a Justiça determinou a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza. O Procon-BA, em fiscalização, encontrou 55 ônibus parados na garagem da empresa OT Trans, mesmo em condições de uso.
O TRE-BA ordenou que o transporte operasse com frequência de dia útil, sob pena de multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento. O prefeito Bruno Reis alegou que os problemas foram operacionais e causados por mobilizações políticas nas garagens, enquanto a Defensoria Pública monitora relatos de dificuldades também no interior do estado.
Em resumo
- Eleitores de João Pessoa e Salvador denunciaram falhas e redução de ônibus no dia da votação.
- Em João Pessoa, autoridades atribuíram os problemas a acidentes e superlotação, negando boicote.
- Em Salvador, o TRE-BA determinou a prisão do secretário de Mobilidade após flagrante de frota retida.
- A Justiça Eleitoral baiana impôs multa de R$ 1 milhão por hora caso a circulação de ônibus não fosse normalizada.
Fonte: Brasil 247

O que você acha desta notícia?
Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.