Violência política: adolescente é espancada por bolsonarista em Lisboa durante votação
Jovem de 17 anos foi agredida nas proximidades da Universidade de Lisboa; caso é investigado pela polícia portuguesa com apoio consular.

Foto: - Henrique Rodrigues/Revista Fórum · Original e licença
Um episódio de violência política marcou o dia de votação em Lisboa neste domingo (25). Uma adolescente brasileira de 17 anos, que manifestava apoio ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva, foi brutalmente agredida por um homem identificado por testemunhas como um apoiador do bolsonarismo nas imediações do campus da Universidade de Lisboa, onde funciona um dos maiores colégios eleitorais do Brasil no exterior.
Segundo relatos de pessoas que presenciaram o ataque, o agressor vestia uma camisa verde e amarela com o nome "Ramon" estampado nas costas. A vítima foi atingida por um soco no rosto e continuou sendo agredida mesmo após cair no chão, sendo socorrida apenas após a intervenção de populares. O suspeito fugiu do local a pé logo em seguida.
A jovem recebeu os primeiros atendimentos em um posto do Corpo de Bombeiros e foi posteriormente encaminhada a uma unidade hospitalar da rede pública. O cônsul-geral do Brasil em Lisboa, Alessandro Candeas, informou que a estudante sofreu um ferimento corte-contuso na face e apresentava visão turva. Segundo o diplomata, "a diplomacia brasileira em Lisboa está prestando todo o suporte".
A Polícia de Segurança Pública (PSP) de Portugal instaurou um inquérito para investigar o caso. As autoridades já possuem registros audiovisuais do momento da fuga e utilizam imagens de câmeras de segurança da região para identificar e localizar o autor da agressão, que é tratada como um ato de intolerância em espaço público.
Em resumo
- Adolescente de 17 anos foi agredida por um homem com símbolos bolsonaristas em Lisboa.
- Vítima foi hospitalizada com ferimentos no rosto e visão turva.
- Consulado-Geral do Brasil presta assistência médica e psicológica à família.
- Polícia de Segurança Pública de Portugal investiga o caso como crime de intolerância.
Fonte: Revista Fórum

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