Campanha de Lula aponta boicote no transporte e critica lentidão do TSE
Aliados do presidente Lula denunciam falhas no transporte público e questionam a atuação do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, durante o pleito.

Foto: Discurso do presidente Lula (PT) após o anúncio oficial do TSE, em hotel próximo à av. Paulista, em São Paulo, neste domingo (4) - Rafaela Araújo/Folhapress · Original e licença
A campanha do presidente Lula (PT) subiu o tom contra a condução do processo eleitoral neste domingo (25). Integrantes da coligação denunciaram o que classificam como um boicote deliberado na oferta de transporte público em diversas cidades, além de criticarem a demora do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, em autorizar a prorrogação do horário de votação.
O ex-ministro Camilo Santana (PT-CE) afirmou que a redução da frota de ônibus em capitais como Salvador e São Luís prejudicou o eleitorado. Segundo o petista, a decisão de Nunes Marques sobre a extensão do horário deveria ter ocorrido antes do encerramento da sessão, evitando prejuízos aos cidadãos que enfrentaram dificuldades para chegar às urnas.
O coordenador-geral da campanha, Edinho Silva, classificou a situação como grave e apontou descumprimento da legislação eleitoral em estados como São Paulo e Bahia. Para Silva, a falta de transporte atinge diretamente a base eleitoral do PT, configurando uma interferência indevida no pleito. O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) foi além e comparou os episódios a táticas de obstrução que, segundo ele, remetem a tentativas de golpe.
Nos bastidores, a campanha mantém cautela sobre uma possível contestação judicial do resultado. Aliados do presidente monitoram as taxas de abstenção, especialmente em regiões como a zona sul de São Paulo, para avaliar se houve impacto decisivo no resultado final. A estratégia é mapear os danos antes de decidir sobre eventuais pedidos de anulação.
Em resumo
- Campanha de Lula denuncia boicote no transporte público em capitais como Salvador e São Luís.
- Petistas criticam a demora do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, em prorrogar o horário de votação.
- Coordenadores apontam descumprimento da lei eleitoral em estados como São Paulo e Bahia.
- Aliados avaliam taxas de abstenção para decidir sobre possíveis contestações judiciais do pleito.
Fonte: Folha de S.Paulo

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