Lula conquista quarto mandato histórico e derrota a extrema-direita nas urnas
Com recorde de 64 milhões de votos, Luiz Inácio Lula da Silva vence Flávio Bolsonaro no segundo turno e reafirma a soberania nacional.

Foto: Lula Crédito: Ricardo Stuckert · Original e licença
Em uma eleição que ficará marcada na história política do país, Luiz Inácio Lula da Silva garantiu, neste domingo (26), a vitória para o seu quarto mandato presidencial. O petista superou Flávio Bolsonaro (PL) com uma votação expressiva de 64 milhões de votos, consolidando uma virada após ter ficado atrás no primeiro turno, quando obteve 45,16% contra 47,03% do adversário.
O resultado foi celebrado por Lula como uma vitória contra o negacionismo e a interferência externa. Em discurso, o presidente eleito destacou a importância da mobilização popular, especialmente de jovens e mulheres, e prometeu uma gestão focada na ampliação da participação pública e na regulação das plataformas digitais. O petista afirmou que o Brasil não é quintal de ninguém, em uma resposta direta às tentativas de ingerência estrangeira no pleito.
A campanha de Lula enfrentou desafios significativos, incluindo a denúncia de que ferramentas de inteligência artificial da Meta restringiram anúncios de sua candidatura enquanto favoreciam o oponente. O episódio, admitido pela empresa em 16 de outubro, foi citado pelo presidente eleito como um dos obstáculos superados pela força da militância nas ruas e nas redes.
A vitória de Lula repercutiu imediatamente na América Latina, com líderes de países como México, Chile, Paraguai, Bolívia e Panamá celebrando o fortalecimento democrático. Celso Amorim, assessor especial de política externa, classificou o resultado como um revés para a estratégia de defesa dos Estados Unidos na região, reforçando que o Brasil não aderirá ao chamado Escudo das Américas, aliança promovida por Donald Trump.
Em resumo
- Lula venceu o segundo turno com 64 milhões de votos, superando Flávio Bolsonaro por uma margem de quatro milhões.
- O presidente eleito prometeu regular empresas de tecnologia após denúncias de interferência digital na campanha.
- A vitória foi reconhecida por diversos chefes de Estado latino-americanos como um triunfo da democracia regional.
Fonte: Brasil 247

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