Nikolas Ferreira admite inviabilidade de contestar vitória de Lula nas urnas
Deputado bolsonarista reconhece que chances de anular o pleito são nulas, apesar da resistência de Flávio Bolsonaro em aceitar o resultado oficial.

Foto: Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira. Foto: Edilson Dantas/O Globo · Original e licença
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) utilizou suas redes sociais nesta segunda-feira (26) para esfriar os ânimos de apoiadores que ainda alimentam expectativas sobre uma possível anulação da eleição presidencial. Em vídeo, o parlamentar admitiu que a chance de reverter o resultado que consagrou a vitória de Lula (PT) é "praticamente nula".
Apesar de questionar o processo eleitoral sem apresentar provas, o deputado pediu que a militância evite manifestações motivadas pela indignação com o pleito. O posicionamento de Nikolas contrasta com a postura de Flávio Bolsonaro, que, na noite de domingo (25), afirmou não reconhecer a derrota e sinalizou que sua equipe jurídica estuda medidas para tentar impugnar a eleição.
Durante sua fala, Nikolas incorreu em erro ao afirmar que seria inédito um candidato vencer a eleição nacional perdendo em Minas Gerais. Dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desmentem o parlamentar: Lula superou Flávio no estado mineiro com 50,43% dos votos válidos, contra 49,57% do adversário.
O deputado também criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, que autorizou a extensão do horário de votação até as 19h em seções específicas onde foram relatadas dificuldades de transporte e acesso dos eleitores. A medida, contudo, foi pontual e não alterou o funcionamento geral das urnas no país. Nacionalmente, Lula foi reeleito com 51,79% dos votos, totalizando mais de 64,2 milhões de sufrágios, enquanto Flávio obteve 48,21%.
Em resumo
- Nikolas Ferreira reconhece que não há viabilidade jurídica para anular a eleição presidencial.
- Flávio Bolsonaro mantém a recusa em aceitar o resultado das urnas.
- O deputado mineiro errou ao alegar que Lula perdeu em Minas Gerais, onde o petista venceu com 50,43% dos votos.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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