Aliado de Lula chama de teatro a tentativa de Flávio Bolsonaro de melar a eleição
Após a vitória de Lula nas urnas, Flávio Bolsonaro tenta questionar o resultado, mas é duramente criticado pela coordenação da campanha petista.

Foto: O advogado Marco Aurélio de Carvalho, um dos coordenadores da campanha de Lula - Joédson Alves/Agência Brasil · Original e licença
A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições deste domingo, dia 25, foi recebida com uma tentativa de tumulto por parte de Flávio Bolsonaro. Logo após o Tribunal Superior Eleitoral confirmar o triunfo do petista, o candidato do PL anunciou que não aceita o veredito das urnas e prometeu acionar a Justiça para tentar anular o pleito.
Marco Aurélio de Carvalho, advogado e um dos coordenadores da campanha de Lula, reagiu prontamente às ameaças. Ele afirmou que a postura de Flávio não passa de um espetáculo vazio, composto por malabarismos jurídicos e táticas de distração. Para o integrante do grupo Prerrogativas, o sistema eleitoral brasileiro é soberano e reconhecido internacionalmente, sendo inaceitável que derrotados tentem virar o jogo fora das urnas.
O argumento central de Flávio Bolsonaro para contestar o resultado é a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, que permitiu a extensão do horário de votação após as 17h. O detalhe que a campanha do PL omite é que eles próprios haviam solicitado essa mesma prorrogação. Além disso, a influência dessa medida no resultado final foi praticamente nula: apenas 34.330 votos foram computados após o horário limite, enquanto a vantagem de Lula sobre seu adversário superou a marca de 4 milhões de votos.
Para o coordenador petista, a democracia exige maturidade para aceitar a derrota nas urnas, e não através de manobras de bastidores. Ele enfatizou que quem não possui a capacidade de reconhecer o resultado do voto popular não demonstra preparo para exercer cargos de poder.
Em resumo: - O TSE oficializou a vitória de Lula com uma vantagem de mais de 4 milhões de votos sobre Flávio Bolsonaro. - Flávio Bolsonaro se recusa a aceitar o resultado e ameaça pedir a anulação da eleição. - A contestação ignora que a campanha do próprio candidato pediu a prorrogação do horário de votação, que teve impacto irrelevante no total de votos.
Fonte: Folha de S.Paulo

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