Eduardo Bolsonaro ignora condenação e incita estrangeiros contra resultado das urnas
Foragido da Justiça, ex-deputado usa vídeo em inglês para atacar a democracia brasileira e pedir intervenção internacional após a vitória de Lula.

Foto: Eduardo Bolsonaro em gravação publicada na rede X. Foto: Reprodução · Original e licença
Mesmo com um mandado de prisão expedido pelo Supremo Tribunal Federal, Eduardo Bolsonaro utilizou as redes sociais neste domingo para atacar o processo eleitoral brasileiro. Em um vídeo gravado em inglês, o ex-parlamentar, que reside nos Estados Unidos, solicitou que a comunidade internacional ignore o resultado das urnas e não reconheça a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Sem exibir qualquer evidência, ele classificou o pleito como fraudulento e defendeu o seu cancelamento.
O discurso de Eduardo alinha-se à postura adotada por seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro, que foi derrotado na disputa presidencial. Lula garantiu a vitória com 51,74% dos votos válidos, superando os 48,26% alcançados por Flávio. A confirmação oficial pelo Tribunal Superior Eleitoral ocorreu na noite de domingo, quando a apuração atingiu 97% das urnas. O presidente da corte, ministro Kassio Nunes Marques, reiterou a total confiança na integridade do sistema eletrônico de votação.
Para sustentar suas alegações, Eduardo Bolsonaro criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, que estendeu o horário de votação em duas horas. O argumento, contudo, ignora que a própria coligação de Flávio havia solicitado formalmente ao TSE a ampliação do tempo de votação em diversas cidades brasileiras durante o dia do pleito. Além disso, o tribunal desmentiu a narrativa de que fiscais do PL teriam sido barrados da sala-cofre, esclarecendo que o acesso foi devidamente garantido aos representantes partidários.
A tentativa de deslegitimar o resultado também foi rechaçada por figuras centrais da República. O procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manifestaram-se em defesa da vontade popular expressa nas urnas. Eduardo, que perdeu o mandato em 2025 por faltas excessivas, foi condenado em junho pelo STF a mais de quatro anos de prisão por coação no curso do processo, com a ordem de prisão e o cancelamento de seus passaportes decretados no início de outubro.
Em resumo: - Eduardo Bolsonaro pediu pressão internacional contra a vitória de Lula sem apresentar provas de irregularidades. - O TSE, a PGR e o Senado confirmaram a legitimidade do pleito, que deu a vitória a Lula com 51,74% dos votos. - O ex-deputado, condenado pelo STF, segue foragido da Justiça brasileira.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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