Redes sociais viram palco de ataques ao resultado eleitoral após vitória de Lula
Levantamento aponta que contestação do pleito dominou debates digitais, enquanto aliados de Flávio Bolsonaro articulam novas estratégias jurídicas.

Foto: O presidente Lula (PT). Foto: Amanda Perobelli/Reuters · Original e licença
O debate público nas redes sociais foi marcado por uma intensa onda de questionamentos ao resultado do segundo turno das eleições logo após a confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo dados da empresa Palver, divulgados pela jornalista Mônica Bergamo, a rejeição ao pleito ocupou entre 34% e 56% das mensagens analisadas em diversas plataformas entre o último domingo (25) e a manhã desta segunda-feira (26).
O monitoramento, que excluiu publicações meramente informativas, revelou que a contestação se concentrou especialmente na decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a prorrogação do horário de votação. Em contrapartida, defensores do resultado eleitoral lembraram que a própria campanha de Flávio Bolsonaro (PL) havia solicitado a extensão do prazo para os eleitores.
Apesar do volume de mensagens críticas, as teorias conspiratórias sobre supostas fraudes na sala-cofre do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou na contagem dos votos tiveram baixa adesão, mantendo-se abaixo de 10% nas redes sociais. Na imprensa tradicional, tais alegações apareceram majoritariamente em contextos de desmentidos.
Nos bastidores, aliados de Flávio Bolsonaro indicaram que não pretendem buscar a anulação do pleito. A estratégia da equipe jurídica do parlamentar deve ser redirecionada para a apresentação de ações que visam a cassação da chapa composta por Lula e Geraldo Alckmin.
Em resumo
- A contestação ao resultado eleitoral dominou o debate nas redes sociais entre domingo e segunda-feira.
- O foco das críticas foi a decisão do ministro Cristiano Zanin sobre a prorrogação da votação.
- Aliados de Flávio Bolsonaro descartaram pedir a anulação da eleição, focando agora em ações de cassação da chapa vencedora.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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