Governo brasileiro reage a ataques de Trump contra a lisura das eleições
Vice-presidente e assessor especial rebatem acusações infundadas do presidente dos EUA sobre o pleito que reelegeu Lula.

Foto: O vice-presidente Geraldo Alckmin e Celso Amorim, assessor especial da Presidência. Fotomontagem · Original e licença
O governo brasileiro respondeu nesta segunda-feira, 26 de outubro, às críticas feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o processo eleitoral que garantiu a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva. O republicano alegou, sem exibir qualquer prova, que a votação brasileira teria apresentado sinais de fraude, comentário que foi prontamente rechaçado por integrantes do alto escalão do Executivo nacional.
Em entrevista à Rede Vanguarda, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a postura do líder estadunidense é um erro completo. Alckmin defendeu a integridade do sistema de urnas eletrônicas do Brasil, classificando-o como um modelo de segurança jurídica para o mundo. O vice-presidente ressaltou que a democracia se baseia na vontade popular e criticou a tentativa de ingerência externa, lembrando que não cabe a governantes estrangeiros interferir nos assuntos internos de outras nações.
Celso Amorim, assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, adotou um tom irônico ao comentar as suspeitas de Trump. O diplomata sugeriu que, caso houvesse alguma menção a interferências, o foco deveria ser a atuação da Meta, empresa proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp. A campanha de Lula já havia formalizado denúncias ao Tribunal Superior Eleitoral apontando que a plataforma teria limitado o alcance de conteúdos petistas enquanto impulsionava perfis vinculados a Flávio Bolsonaro.
Sobre o questionamento de Trump acerca do horário de votação, que o americano considerou estranho, o governo esclareceu que a extensão do pleito após as 17h ocorreu apenas em locais específicos. A medida seguiu uma determinação do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, e a contagem dos votos foi retomada normalmente após as 19h.
Mesmo diante do mal-estar diplomático, o governo brasileiro sinalizou que pretende manter o diálogo com Washington, focando em pautas comerciais como a redução de tarifas. Amorim destacou que a legitimidade do resultado das urnas brasileiras não depende do reconhecimento dos Estados Unidos e garantiu que o país está preparado para qualquer desdobramento nas relações bilaterais.
Em resumo: - Geraldo Alckmin e Celso Amorim refutaram as alegações de fraude feitas por Donald Trump. - O governo reafirmou a segurança das urnas eletrônicas e a soberania do processo eleitoral. - Celso Amorim mencionou denúncias contra a Meta por suposto favorecimento a perfis bolsonaristas. - O governo brasileiro mantém a disposição para o diálogo diplomático, mas sem abrir mão da autonomia nacional.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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