Política · Economia

Governo corre contra o tempo para destravar pautas cruciais do agronegócio

O governo federal enfrenta prazos urgentes para definir a política de subsídios aos combustíveis e a renegociação de dívidas rurais no Congresso.

Foto: Lula em colheita. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil · Original e licença

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva lida com dois impasses imediatos que exigem articulação rápida junto ao setor agropecuário. O primeiro ponto de atenção é a renovação do subsídio aos combustíveis, cujo prazo expirou no último dia 26 de outubro. A medida era fundamental para conter custos operacionais, oferecendo descontos significativos no preço do diesel e da gasolina.

O impacto dessa decisão é direto nas lavouras, visto que o maquinário agrícola, como colheitadeiras e tratores, é responsável por 11% de todo o consumo de diesel no Brasil, conforme dados do Balanço Energético Nacional. A ausência de uma definição sobre o tema gera incerteza sobre a viabilidade econômica da safra atual.

Paralelamente, o Palácio do Planalto precisa garantir a aprovação da Medida Provisória 1376/2026 no Congresso Nacional até o dia 11 de novembro. O texto é vital para o campo, pois estabelece condições para que produtores que sofreram perdas de safra entre 2019 e 2025 possam renegociar seus débitos com taxas de juros entre 5% e 12% ao ano.

A urgência da medida é corroborada pelos indicadores financeiros do setor. Em agosto, a inadimplência do crédito rural de pessoas físicas atingiu 9,69%, o patamar mais elevado da série histórica do Banco Central. Segundo levantamento do Cepea/Esalq-USP, o volume de operações problemáticas — que engloba dívidas em atraso, renegociadas ou prorrogadas — já alcança a marca de R$ 205 bilhões, representando quase um quarto de todo o crédito rural do sistema financeiro.

Em resumo

  • O subsídio aos combustíveis venceu em 26 de outubro, pressionando os custos de produção no campo.
  • A MP 1376/2026, que permite renegociar dívidas rurais, precisa ser votada até 11 de novembro.
  • A inadimplência no setor atingiu recorde de 9,69% em agosto, com R$ 205 bilhões em carteira problemática.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

COMECE A CONVERSA

O que você acha desta notícia?

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.

Comentários

Próxima notíciaRicharlison celebra vitória de Lula após embate público com Flávio Bolsonaro por mansão