Investidor americano ignora pessimismo do mercado e amplia apostas no Brasil após vitória de Lula
Rob Citrone, da Discovery Capital, avalia que a queda da Bolsa foi exagerada e vê oportunidade de compra, condicionando novos aportes à equipe econômica.

Foto: Mulher tira foto de painel eletrônico com gráfico na bolsa de valores B3 em São Paulo Crédito: Amanda Perobelli/Reuters · Original e licença
A volatilidade do mercado financeiro brasileiro logo após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi interpretada por um importante investidor estrangeiro como uma oportunidade, e não como um sinal de retirada. Rob Citrone, fundador da Discovery Capital Management, afirmou que a reação negativa da Bolsa foi desproporcional e decidiu ampliar suas posições em ativos brasileiros.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, Citrone revelou que aproveitou a desvalorização de 13,88% do Ibovespa, que fechou o pregão pós-eleitoral aos 176.608 pontos, para aumentar sua exposição ao país. O dólar, por sua vez, subiu 8,41%, cotado a R$ 5,409. Para o gestor, o mercado reagiu de forma excessiva às incertezas do pleito.
Embora tenha mantido o otimismo, o investidor ressaltou que a continuidade de seus investimentos está atrelada às escolhas do novo governo. Citrone destacou que a nomeação de nomes com credibilidade para o Ministério da Fazenda e a Casa Civil será o termômetro para o mercado. Entre os perfis que ele considera positivos, o gestor citou o governador do Piauí, Rafael Fonteles, e o vice-presidente Geraldo Alckmin.
Citrone, que admitiu ter apostado em uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL) antes do resultado das urnas, reforçou que não pretende liquidar suas posições. Pelo contrário, ele mantém apostas estratégicas, como no Nubank, e projeta uma recuperação de curto prazo para o Ibovespa, mirando a marca de 185 mil pontos, e uma estabilização do dólar em torno de R$ 5,25.
Em resumo
- Rob Citrone ampliou investimentos no Brasil, classificando a queda da Bolsa como uma reação exagerada.
- O investidor aponta que a credibilidade da futura equipe econômica será decisiva para a estabilidade do dólar e dos juros.
- Nomes como Rafael Fonteles e Geraldo Alckmin foram citados como alternativas bem vistas pelo mercado para a condução da economia.
Fonte: Brasil 247

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