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STF abre inquérito para apurar interferência estrangeira e interesses minerais na campanha de Flávio Bolsonaro

Ministro Flávio Dino ordena que Polícia Federal investigue suspeitas de financiamento externo, uso de plataformas proibidas e possíveis promessas de exploração de recursos estratégicos brasileiros.

Foto: Flávio Bolsonaro. (Foto: Vittor Sales) · Original e licença

O ministro Flávio Dino, integrante do Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura de uma investigação policial para apurar denúncias graves sobre a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. A medida visa esclarecer se houve injeção de recursos vindos do exterior e se o projeto político do candidato esteve atrelado a interesses de grupos estrangeiros interessados em explorar minerais críticos e terras raras em solo brasileiro.

A decisão, tomada no âmbito da ADPF 1178, surgiu após provocações do Instituto Brasileiro de Mineração e de legendas políticas. O foco central da apuração recai sobre as atividades da Rockbridge Network, organização dos Estados Unidos que teria mantido contatos com empresários brasileiros. A Polícia Federal deverá verificar se essas tratativas envolveram pagamentos, serviços ou vantagens econômicas que violariam a legislação eleitoral e a soberania nacional sobre os recursos minerais da União.

Além do financiamento, o magistrado solicitou que a corporação investigue a disseminação de propaganda paga por perfis sediados fora do país. O uso de projeções da plataforma Polymarket, que não possui autorização para operar no Brasil, aparece como um dos pontos de atenção. O ministro também determinou que sejam apuradas denúncias de manipulação algorítmica e tratamento desigual por parte de empresas de tecnologia, baseando-se em documentos de órgãos internacionais e relatórios sobre o comportamento das redes sociais durante o pleito.

Para garantir a abrangência da apuração, o ministro notificou dez órgãos federais, incluindo o Banco Central, o Coaf, a Receita Federal e a Agência Brasileira de Inteligência. A tese central é que a atuação de agentes externos pode ter ultrapassado o limite da opinião política, configurando uma instrumentalização do processo eleitoral para atender a agendas econômicas estrangeiras. A Polícia Federal agora deve instaurar o inquérito para identificar os responsáveis e a origem dos valores envolvidos.

Em resumo: - A Polícia Federal investigará se a campanha de Flávio Bolsonaro recebeu financiamento ilegal de organizações estrangeiras. - O inquérito apura se houve promessas de exploração de minerais estratégicos em troca de apoio político. - A investigação abrange o uso de plataformas proibidas e denúncias de manipulação algorítmica por redes sociais.

Fonte: ICL Notícias

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