Governo argentino desmente suposta fuga de Flávio Bolsonaro
Ministério do Interior da Argentina afirma que não há registros de entrada do senador no país, enquanto Polícia Federal mantém monitoramento nas fronteiras.

Foto: Flávio Bolsonaro Crédito: Vittor Sales · Original e licença
O Ministério do Interior da Argentina negou oficialmente que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tenha ingressado em território argentino. Em resposta à correspondente do Brasil 247, o órgão foi categórico ao afirmar que não existe qualquer registro migratório do parlamentar no país.
A movimentação das autoridades argentinas ocorre em um cenário de alerta máximo da Polícia Federal brasileira. Agentes federais intensificaram a fiscalização nas fronteiras e o monitoramento de voos internacionais para verificar se o senador teria tentado deixar o Brasil após a derrota eleitoral. As ações seguem determinações do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou o cancelamento dos passaportes do parlamentar e proibiu sua saída do território nacional.
Os rumores sobre uma possível fuga ganharam força após uma reportagem do portal argentino Infobae, que sugeria a travessia terrestre do senador rumo a Puerto Iguazú, de onde ele embarcaria em um jato executivo para os Estados Unidos. No entanto, dados da plataforma Flightradar não confirmam a decolagem da aeronave citada, e aliados políticos, como o senador Rogério Marinho, negaram categoricamente a saída de Flávio do país.
Além das restrições de viagem, a decisão de Moraes impõe ao senador a entrega de seus documentos de viagem em até 24 horas e veta qualquer contato entre ele e o advogado Willer Tomaz, que é alvo de investigações por suspeita de lavagem de dinheiro.
Em resumo
- Ministério do Interior da Argentina nega entrada de Flávio Bolsonaro no país.
- Polícia Federal monitora fronteiras e voos após ordem de proibição de saída do Brasil.
- STF determinou cancelamento de passaportes e proibiu contato do senador com investigado.
- Aliados políticos negam que o parlamentar tenha deixado o território nacional.
Fonte: Brasil 247

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