Política

Kassab sinaliza adesão do PSD ao governo Lula 4 sob condição de independência

Presidente do PSD, Gilberto Kassab, autoriza filiados a comporem o novo governo Lula, mas impõe ressalvas sobre a autonomia da legenda.

Foto: O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Foto: Rafaela Araújo/Folhapress · Original e licença

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, anunciou nesta terça-feira (27) que a sigla está liberada para compor o quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração, feita durante evento do Dominium Group em Brasília e reportada pela Folha de S.Paulo, busca equilibrar a participação ministerial com a manutenção da independência partidária.

Segundo o dirigente, a legenda pretende manter sua autonomia política mesmo ocupando cargos na Esplanada. O PSD, que adotou neutralidade no segundo turno após a eliminação de Ronaldo Caiado na primeira etapa, projeta que essa postura seja considerada pelo Planalto na composição da nova equipe ministerial. No mandato anterior, o partido esteve à frente das pastas de Agricultura, Minas e Energia, e Pesca.

Kassab também comentou o cenário eleitoral, avaliando que o crescimento de Lula sobre Flávio Bolsonaro (PL) era esperado pelas métricas de campanha. Além da articulação governamental, o presidente do PSD apresentou uma agenda de reformas institucionais. Ele defendeu o voto distrital misto — com ameaça de expulsão para parlamentares que não seguirem a orientação — e propôs mudanças no Judiciário, como a fixação de idade mínima de 60 anos e mandatos de 12 anos para ministros de tribunais superiores.

Em resumo

  • Gilberto Kassab autorizou integrantes do PSD a participarem do governo Lula 4.
  • O partido busca manter a independência política, apesar da possível ocupação de ministérios.
  • O dirigente defende a implementação do voto distrital misto com fechamento de questão.
  • Foram propostas reformas para o Judiciário, incluindo quarentenas para ex-ministros e mandatos fixos.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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