Política · Justiça · Mundo

Jato usado por Flávio Bolsonaro em fuga tem elos com escândalo de corrupção e narcotráfico

Aeronave utilizada pelo senador para deixar o Brasil pertence a empresa argentina sob investigação por lavagem de dinheiro e ligações com o tráfico internacional.

Foto: Javier Milei na convenção do PL que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência; deputados argentinos repudiam Milei; Argentina de Milei - Javier Milei na convenção do PL /Foto: Allison Sales/Folhapress · Original e licença

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou um jato particular da empresa argentina Baires Fly para deixar o Brasil, em um episódio que levanta questionamentos sobre a logística de sua saída do país após determinação judicial do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que proibia sua viagem. A aeronave, um Gulfstream G400 de matrícula LV-JQW, decolou rumo a Guayaquil, no Equador, na madrugada desta quarta-feira (28).

Segundo apuração do núcleo Fórum Investiga, da Revista Fórum, a companhia aérea está no centro de investigações internacionais. Um dos intermediários de negócios da empresa, Sergio Daniel Mastropietro, foi sócio de Federico "Fred" Machado, empresário argentino condenado em agosto de 2026 por um tribunal federal do Texas por conspiração para lavagem de dinheiro e fraude eletrônica, após ter sido originalmente acusado de envolvimento com o narcotráfico nos Estados Unidos.

Além das conexões com o setor de aviação ligado ao tráfico, a Baires Fly é alvo de apurações na Argentina por suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo a Agência Nacional de Deficiência (ANDIS) durante o governo de Javier Milei. Documentos judiciais indicam que fornecedoras da agência transferiram cerca de 95 milhões de pesos para a conta da empresa aérea em setembro de 2025, sob suspeita de serem recursos desviados de contratos públicos.

A família de Flávio Bolsonaro atravessou a fronteira pela Ponte Internacional Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú, na noite de terça-feira (27), pouco antes do embarque. Embora os documentos não apontem participação direta do senador nos esquemas investigados na Argentina, a escolha da transportadora coloca em evidência a rede de relações da empresa que viabilizou sua saída do território brasileiro.

Em resumo

  • Flávio Bolsonaro deixou o Brasil em um voo privado da Baires Fly, apesar de proibição judicial de saída do país.
  • A empresa aérea é investigada na Argentina por lavagem de dinheiro em contratos da Agência Nacional de Deficiência (ANDIS).
  • Intermediário da companhia foi sócio de Federico Machado, condenado nos EUA por lavagem de dinheiro e fraude.

Fonte: Revista Fórum

COMECE A CONVERSA

O que você acha desta notícia?

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.

Comentários

Próxima notíciaPF investiga se jato de aliado levou Flávio Bolsonaro para fora do país