Política · Justiça

Assessor de Jair Renan é acusado de espancar primo após resultado das eleições

Justiça de Santa Catarina concede medidas protetivas após assessor parlamentar e familiares serem acusados de agressão grave contra parente em Florianópolis.

Foto: O vereador Jair Renan; assessor de Jair Renan - Foto: Pedro Ladeira/Folhapress · Original e licença

Um caso de violência familiar com contornos políticos veio à tona em Florianópolis, Santa Catarina. Gustavo Schiphorst, de 21 anos, que atua como assessor parlamentar no gabinete de Jair Renan Bolsonaro na Câmara de Balneário Camboriú, é acusado de participar do espancamento de seu primo, Marcelo Ribeiro Delgado Júnior, de 28 anos. O episódio ocorreu na noite do último domingo (25), logo após a confirmação da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o boletim de ocorrência registrado na 7ª Delegacia de Polícia da Capital, a confusão teve início quando Gustavo e um amigo, Lucas Ferreira Amorim, de 23 anos — que é estagiário na Assembleia Legislativa de Santa Catarina —, teriam arremessado garrafas de vidro contra a casa onde Marcelo vive com a esposa e os filhos. Ao tentar intervir para cessar os ataques, Marcelo foi agredido pelo assessor, pelo amigo e pelos próprios pais de Gustavo, Michel e Camila Schiphorst, que são tios da vítima e residem no mesmo terreno.

O atendimento médico prestado no Hospital Governador Celso Ramos confirmou a gravidade das lesões. Marcelo sofreu uma fratura cominutiva no úmero esquerdo, que exigiu encaminhamento para procedimento cirúrgico, além de ferimentos na cabeça causados por golpes de garrafa. A esposa da vítima, Alicia Garcez, também relatou ter sido agredida ao tentar proteger o marido.

Diante da denúncia, o Juizado de Violência Doméstica da Comarca da Capital determinou, na última terça-feira (27), medidas protetivas em favor de Marcelo, Alicia e seus filhos. Gustavo, Michel e Camila Schiphorst estão proibidos de manter qualquer contato com as vítimas ou de se aproximarem a menos de 200 metros, sob pena de responsabilização criminal. O caso, que ganhou repercussão após ser exposto pelo vereador Leonel Camasão (PSOL), segue sob investigação da Polícia Civil.

Em resumo

  • Assessor de Jair Renan e familiares são suspeitos de agredir parente após o segundo turno das eleições.
  • Vítima sofreu fratura grave no braço e precisou de cirurgia após ser atingida por garrafas de vidro.
  • Justiça de Santa Catarina impôs medidas protetivas contra o assessor e seus pais para garantir a segurança da família agredida.
  • Polícia Civil investiga o caso, que também envolve um estagiário da Assembleia Legislativa de Santa Catarina.

Fonte: Revista Fórum

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