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O vácuo na direita: Rogério Marinho assume protagonismo após saída de Flávio Bolsonaro

Com a ida de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos, o senador Rogério Marinho emerge como a principal figura de articulação da oposição bolsonarista no Senado.

Foto: Flávio Bolsonaro fala com jornalistas. Foto: Reprodução · Original e licença

A saída repentina de Flávio Bolsonaro do Brasil, logo após sua derrota nas urnas no último domingo (25), provocou uma rápida reconfiguração nas lideranças da oposição ao governo Lula. Com o vácuo deixado pelo senador, aliados bolsonaristas no Congresso voltaram suas atenções para o senador Rogério Marinho (PL-RN), visto agora como o nome central para organizar o enfrentamento político no Senado.

Marinho, que coordenou a campanha de Flávio e já atua como líder da oposição na Casa, é apontado por seus pares como o estrategista capaz de centralizar as ações contra o governo. Em entrevista concedida na terça-feira (27), o senador afirmou que a decisão do colega foi uma surpresa, destacando que havia conversado anteriormente com Flávio sobre a importância de ele assumir o comando da oposição após o pleito.

A estratégia da oposição bolsonarista, agora sob a batuta de Marinho, foca em utilizar o Senado como trincheira principal. O grupo pretende intensificar a pressão em votações cruciais, como Propostas de Emenda à Constituição (PECs), Medidas Provisórias e sabatinas de autoridades para o Supremo Tribunal Federal (STF), agências reguladoras e o Banco Central.

Um dos pontos de maior tensão permanece sendo a pauta de impeachment contra ministros do STF, especialmente Alexandre de Moraes. Segundo levantamento citado pela jornalista Malu Gaspar, o grupo conta com 49 senadores favoráveis à medida, número ainda insuficiente para atingir os 54 votos necessários, conforme estabelecido pelo ministro Gilmar Mendes em dezembro passado.

O cenário ocorre em meio a um ambiente jurídico adverso para a família Bolsonaro. O ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após ser condenado a 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. Além disso, o ministro Alexandre de Moraes havia determinado a proibição de saída do país para Flávio Bolsonaro, citando risco de evasão, horas antes de sua partida.

Em resumo

  • Flávio Bolsonaro deixou o país após derrota eleitoral, forçando a oposição a buscar um novo líder.
  • Rogério Marinho é o nome cotado para centralizar a articulação bolsonarista no Senado.
  • A oposição mantém foco em travar indicações e pautas do governo, apesar de não ter votos suficientes para o impeachment de ministros do STF.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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