Ataques racistas e ameaças marcam pós-eleição contra povo Terena em MS
Comunidade indígena Terena relata impedimento de voto e ameaças de corte de serviços básicos após o segundo turno das eleições em Mato Grosso do Sul.

Foto: Indígenas da etnia Terena - Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil · Original e licença
O povo Terena, um dos maiores grupos indígenas do país, foi alvo de graves episódios de racismo e cerceamento de direitos políticos em Mato Grosso do Sul. Segundo denúncias formalizadas pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) nesta terça-feira (27), membros da comunidade foram impedidos de votar em seções eleitorais instaladas dentro de suas próprias aldeias e sofreram insultos racistas.
Além da obstrução ao exercício do voto, a APIB apresentou registros de áudios que revelam ameaças explícitas contra a integridade e a sobrevivência das comunidades. Nas gravações, um homem defende a exclusão dos indígenas do processo eleitoral e ameaça o corte de serviços essenciais, como o fornecimento de água e energia elétrica, sob o argumento de que os povos originários deveriam viver isolados.
Diante da gravidade dos relatos, uma nota conjunta foi emitida pelos Ministérios dos Povos Indígenas, dos Direitos Humanos e da Cidadania, e da Igualdade Racial. O governo federal afirmou que está trabalhando para investigar as denúncias de violência pós-eleitoral que atingem não apenas os Terena, mas também comunidades quilombolas e povos de terreiro em todo o território nacional.
A apuração dos fatos agora depende da atuação da Polícia Federal e do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul, órgãos competentes para investigar as violações. Até o momento, as autoridades estaduais e os órgãos de segurança não se manifestaram sobre as medidas que serão adotadas para garantir a proteção e a segurança dos indígenas afetados.
Em resumo
- Indígenas Terena foram impedidos de votar e sofreram ataques racistas em MS.
- Áudios revelam ameaças de corte de água e luz contra as comunidades.
- Governo federal investiga o caso em conjunto com órgãos de direitos humanos.
- Polícia Federal e TRE-MS são aguardados para apurar as denúncias.
Fonte: Revista Fórum

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