Política · Justiça

Procuradora de Macaé incita discriminação contra nordestinos, mineiros e petistas

A procuradora Renata Pinto Rodrigues Pimentel Ribeiro é alvo de investigações após publicar mensagens discriminatórias em redes sociais.

A procuradora do município de Macaé, Renata Pinto Rodrigues Pimentel Ribeiro, tornou-se alvo de investigações da Polícia Civil após publicar mensagens de teor discriminatório em suas redes sociais. Em postagens feitas na última terça-feira (27), a servidora afirmou que não realizaria mais políticas públicas voltadas a petistas e recomendou que empresários evitassem a contratação de artistas, nordestinos e mineiros.

As declarações geraram forte reação institucional. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) repudiou a conduta, ressaltando que a liberdade de expressão não pode ser utilizada como escudo para promover hostilidade ou exclusão baseada em origem, condição social ou posicionamento político. Na Câmara Municipal, vereadores também criticaram a postura da procuradora, com o presidente da Casa, Luciano Diniz, cobrando providências da Procuradoria-Geral do município.

O Partido dos Trabalhadores (PT) de Macaé classificou as falas como um ataque à dignidade dos trabalhadores e informou ter acionado o Ministério Público e a Ouvidoria-Geral da cidade para que o caso seja apurado. A Prefeitura de Macaé confirmou que o episódio está sob análise da Procuradoria-Geral para a adoção de medidas administrativas.

Em entrevista ao portal g1, a procuradora alegou ter agido sob forte estresse e afirmou que tem recebido ameaças. Apesar da repercussão, ela declarou que não pretende remover as publicações de seu perfil, justificando que a exclusão do conteúdo seria um ato de covardia. Ela ainda sustentou que manterá a imparcialidade no exercício de suas funções públicas.

Em resumo

  • A procuradora Renata Pinto Rodrigues Pimentel Ribeiro incitou a exclusão de petistas, artistas, nordestinos e mineiros em redes sociais.
  • O caso é investigado pela Polícia Civil e pela Procuradoria-Geral de Macaé.
  • A OAB e o PT local repudiaram as declarações, classificando-as como discriminatórias.
  • A servidora admitiu a autoria das postagens e afirmou que não pretende apagá-las.

Fonte: ICL Notícias

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