Flávio Bolsonaro utiliza passaporte italiano para cruzar fronteira e descumpre ordem do STF
O senador Flávio Bolsonaro entrou na Argentina com documento estrangeiro após ter passaporte brasileiro cancelado por decisão do ministro Alexandre de Moraes.

Foto: O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) - Pablo Porciuncula - 25.out.2026/AFP · Original e licença
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou um passaporte italiano para ingressar na Argentina na noite da última terça-feira (27). O parlamentar, que viaja acompanhado da esposa, Fernanda, e das duas filhas, seguiu em direção aos Estados Unidos, país que já sinalizou a concessão de vistos para a família.
A entrada no território argentino ocorreu pela Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones. Segundo a Direção Nacional de Migrações da Argentina, o grupo apresentou documentação regular e não enfrentou impedimentos legais. Como a saída do Brasil por fronteira seca não exige controle migratório para brasileiros, o senador não passou por postos da Polícia Federal ao deixar o país.
A movimentação ocorre em meio a um impasse jurídico. No último domingo (25), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou o cancelamento dos passaportes brasileiros de Flávio e ordenou a entrega de qualquer documento de viagem estrangeiro em posse do senador. A Polícia Federal informou ao magistrado que a ordem de entrega do passaporte italiano não foi cumprida.
Embora não houvesse mandado de prisão expedido contra o parlamentar, a situação coloca em xeque o cumprimento de determinações judiciais. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou disposição em receber o aliado, embora tenha declarado não saber sua localização exata no momento.
Em resumo
- Flávio Bolsonaro entrou na Argentina usando passaporte italiano após ter o documento brasileiro cancelado pelo STF.
- O senador descumpriu ordem judicial que exigia a entrega de passaportes estrangeiros.
- O governo dos Estados Unidos confirmou que concederá vistos para a entrada e permanência da família do parlamentar no país.
Fonte: Folha de S.Paulo

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