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Advogado bolsonarista incita perseguição e boicote a comerciantes petistas em Teresópolis

Em Teresópolis, advogado bolsonarista sugere marcar lojas de apoiadores do PT com estrelas vermelhas, gerando repúdio de autoridades e entidades locais.

Uma proposta de cunho discriminatório tem gerado indignação em Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. O advogado Klaus Fins, apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, sugeriu que comerciantes locais identificados como eleitores do PT sinalizem seus estabelecimentos com uma estrela vermelha, incentivando abertamente o boicote a esses negócios. Segundo informações da coluna de Ancelmo Gois, no jornal O Globo, o advogado afirmou que o objetivo seria identificar quem, na visão dele, teria prejudicado a economia nacional.

A estratégia de segregação remete a táticas históricas de perseguição, como as utilizadas pelo regime nazista na Alemanha, que marcava vitrines de judeus para isolá-los comercialmente. O episódio em Teresópolis ocorre em um cenário de circulação de listas que expõem estabelecimentos baseadas em supostas preferências políticas, prática que já foi registrada anteriormente em outras cidades brasileiras, como em Casca (RS), em 2022.

Diante da gravidade das ameaças, a Prefeitura de Teresópolis emitiu uma nota oficial nesta terça-feira repudiando qualquer forma de intimidação ou perseguição política. A administração municipal reforçou que divergências ideológicas não podem servir de pretexto para ataques a atividades profissionais. O Sincomércio Teresópolis também se manifestou, condenando a hostilidade e defendendo que o respeito à pluralidade de opiniões é fundamental para a convivência social e a sustentabilidade dos negócios.

Em resumo

  • O advogado Klaus Fins propôs que lojas de petistas sejam marcadas com estrelas vermelhas para facilitar boicotes.
  • A prática, que visa segregar comerciantes por orientação política, foi duramente criticada por entidades locais.
  • A Prefeitura de Teresópolis e o Sincomércio emitiram notas oficiais repudiando a intimidação e defendendo o respeito às escolhas políticas.

Fonte: www.diariodocentrodomundo.com.br

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