Relatório da PM aponta que Comando Vermelho planejava ato pró-Flávio Bolsonaro
Documento da inteligência da Polícia Militar do Rio de Janeiro indica que facção criminosa organizava carreata em São Gonçalo para celebrar possível vitória do senador.

Foto: Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar. Foto: Divulgação · Original e licença
Um relatório de inteligência do 7º Batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro revelou que o Comando Vermelho planejava realizar uma carreata em São Gonçalo para celebrar uma eventual vitória do senador Flávio Bolsonaro nas eleições. As informações, reveladas pela Agência Sportlight, detalham que o evento, intitulado “Carreata do Flávio Bolsonaro – Fora Lula”, estava agendado para a noite do último domingo.
O documento, produzido pelo setor de inteligência (P-2) da corporação e encaminhado ao planejamento operacional, classificou a mobilização como um evento não autorizado. Segundo os agentes, a facção criminosa pretendia utilizar o ato para promover aglomerações em áreas sob sua influência. O material de divulgação do evento, que circulou nas redes sociais como “Rolezinho”, trazia ataques diretos ao governo federal.
A carreata, contudo, não chegou a ocorrer devido à derrota de Flávio Bolsonaro nas urnas. O relatório da PM, entregue no dia 23, integrava uma série de alertas sobre atividades de grupos criminosos em São Gonçalo, região onde o Comando Vermelho mantém hegemonia e é investigado por crimes como roubo de cargas e lavagem de dinheiro.
Durante sua trajetória política, o senador Flávio Bolsonaro frequentemente associou o governo Lula ao crime organizado. Questionado sobre o teor do relatório da inteligência policial que vincula sua campanha à organização criminosa, o parlamentar não se manifestou.
Em resumo
- Inteligência da PM do Rio identificou plano do Comando Vermelho para ato político em São Gonçalo.
- Evento visava celebrar uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro, mas foi cancelado após o resultado das urnas.
- Relatório da PM alertava para a presença de integrantes de facções e consumo de drogas na mobilização.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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