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Justiça aperta o cerco contra monopólio do gás imposto pelo tráfico no Rio

Operação do Ministério Público bloqueia R$ 327 milhões de grupo ligado ao Comando Vermelho que extorquia comerciantes e moradores na venda de botijões.

Foto: Botijões de gás de cozinha, em imagem de arquivo. Foto: Marcello Casal/Agência Brasil. · Original e licença

Uma ofensiva judicial atingiu em cheio as finanças de uma rede criminosa que dominava a distribuição de gás de cozinha em diversas regiões do Rio de Janeiro. A 2ª Vara Criminal Especializada da Capital ordenou o congelamento de R$ 327 milhões pertencentes a doze indivíduos e empresas apontados como peças-chave em um esquema de extorsão. A medida faz parte de uma denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público fluminense.

O esquema, que funcionou entre 2024 e 2025, impunha um controle rígido sobre o comércio local. Em cidades como Duque de Caxias, São Gonçalo, Niterói e na capital, donos de depósitos eram coagidos a comprar mercadoria apenas de fornecedores indicados pelo crime organizado ou a pagar mensalidades sob ameaça. A população, na ponta final da cadeia, acabava pagando valores muito acima do mercado devido à falta de concorrência forçada pelo grupo.

A investigação ganhou fôlego após um comerciante da comunidade Vai Quem Quer, situada em Duque de Caxias, procurar a polícia para relatar que estava sendo alvo de sequestros e ameaças de morte. A partir desse depoimento, as autoridades identificaram uma estrutura organizada que contava com o envolvimento de figuras de peso na hierarquia do Comando Vermelho, incluindo Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, apontado como um dos chefes da facção no Complexo do Alemão.

Além do bloqueio de bens, a Justiça autorizou a execução de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra os denunciados, buscando desmantelar a logística financeira que sustentava o domínio territorial sobre um item essencial para as famílias fluminenses.

Em resumo: - Justiça bloqueou R$ 327 milhões de envolvidos em esquema de extorsão na venda de gás. - Facção criminosa forçava comerciantes a pagar taxas e impunha preços abusivos aos moradores. - Investigação teve início após denúncia de um comerciante vítima de ameaças em Duque de Caxias. - Liderança do Comando Vermelho, Edgar Alves de Andrade, figura entre os denunciados pelo Ministério Público.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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