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Coligação de Lula rechaça interferência externa e aponta fuga de Flávio Bolsonaro aos EUA

Aliados do presidente eleito criticam ida de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos e reafirmam a legitimidade do pleito após declarações do senador.

Foto: Flávio Bolsonaro desembarca de avião no Aeroporto Executivo de Opa-Locka, em Miami. Foto: Reprodução · Original e licença

A coligação Brasil Pronto Pra Mais, que reúne partidos como PT, PC do B, PV, PDT, PSB, PSOL e Rede, divulgou uma nota oficial nesta quinta-feira (29) repudiando qualquer tentativa de interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro. O grupo político classificou a viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos como uma tentativa de escapar da Justiça nacional.

A reação dos aliados de Lula ocorre após Flávio Bolsonaro publicar uma carta, na quarta-feira (28), na qual chegou a se autodeclarar "o verdadeiro presidente eleito do Brasil", corrigindo a afirmação posteriormente para se apresentar como líder da oposição. Para a coligação, a ida do senador ao encontro de Donald Trump não é casual, dado o histórico de críticas do ex-presidente norte-americano ao sistema eleitoral brasileiro.

Em resposta à crise, Donald Trump afirmou que não pretende se envolver na política interna do Brasil, embora tenha classificado o pleito como "uma eleição muito estranha". Em contrapartida, a coligação de Lula reforçou que a contestação dos resultados não possui base factual, destacando que a legalidade da votação foi atestada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por todos os partidos — inclusive o PL — e por observadores internacionais.

O documento ressalta que a prorrogação do horário de votação, citada por críticos, foi um pedido conjunto das campanhas de PT e PL devido a chuvas e problemas no transporte, sendo aplicada de forma isonômica. O impacto dessa extensão foi marginal, representando apenas 0,026% do total de votos, enquanto a vantagem do presidente eleito superou a marca de 4,4 milhões de votos.

Em resumo

  • A coligação Brasil Pronto Pra Mais repudiou interferências externas e criticou a ida de Flávio Bolsonaro aos EUA.
  • O senador publicou carta autodeclarando-se presidente, mas recuou após repercussão negativa.
  • Donald Trump afirmou que não se envolverá na situação política brasileira.
  • O TSE e observadores internacionais confirmaram a lisura do pleito, vencido com margem superior a 4,4 milhões de votos.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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