Grupo de advogados aciona PF contra Flávio Bolsonaro por uso indevido de símbolos da República
Representação jurídica questiona o uso de brasões oficiais em carta divulgada pelo senador após sua ida aos Estados Unidos e pede investigação sobre possível crime.

Um grupo de dez advogados protocolou uma notícia de fato junto à Polícia Federal solicitando a investigação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O motivo central da representação é o uso indevido das Armas Nacionais e de símbolos da República em uma carta divulgada pelo parlamentar na última quarta-feira (28), logo após sua saída do Brasil rumo aos Estados Unidos.
A petição detalha que o manifesto passou por três edições distintas em menos de uma hora. Inicialmente, o texto utilizava o brasão do Governo Provisório de 1889, com a grafia “Estados Unidos do Brazil”. Pouco tempo depois, uma nova versão foi enviada à imprensa com o brasão oficial da República Federativa do Brasil, mantendo a autoproclamação do senador como “verdadeiro presidente eleito”. Em uma terceira versão, publicada nas redes sociais, o termo foi alterado para “líder do Brasil”.
Para os juristas, a utilização da insígnia oficial em um documento de caráter político-partidário teve como objetivo conferir uma falsa aparência de ato estatal. A conduta, segundo a representação, pode configurar o crime previsto no artigo 296 do Código Penal, que veda o uso indevido de símbolos da Administração Pública.
Além da apuração sobre o uso dos símbolos, os advogados solicitaram à Polícia Federal a preservação de arquivos digitais, a análise de metadados e a identificação de todos os envolvidos na produção e difusão do material. O grupo também pede que o Supremo Tribunal Federal (STF) supervisione o caso, incluindo a investigação sobre a saída do parlamentar do país e a possível utilização de um passaporte diplomático que estaria cancelado por ordem judicial.
Em resumo
- Dez advogados denunciaram Flávio Bolsonaro à PF por uso indevido de símbolos nacionais.
- A carta divulgada pelo senador teve três versões diferentes em menos de uma hora.
- A representação aponta possível crime contra a administração pública.
- O grupo pede investigação sobre a saída do parlamentar do Brasil e o uso de passaporte diplomático.
Fonte: Brasil 247

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