Boulos reage a pressões do mercado e defende manutenção de investimentos sociais
Ministro Guilherme Boulos afirma que vitória de Lula nas urnas sepultou propostas de austeridade e cortes em programas sociais.

Foto: Guilherme Boulos Crédito: Divulgação · Original e licença
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL-SP), posicionou-se de forma contundente contra a ideia de que o governo Lula, recém-reeleito, deva promover um ajuste fiscal baseado no corte de políticas sociais. A declaração, feita nesta quarta-feira (29) pelas redes sociais, surge em um momento de tensão econômica, marcado pela reação negativa do mercado financeiro ao resultado das eleições de 2026.
Para Boulos, a vitória de Lula com 51,79% dos votos válidos representa um mandato claro da população contra a agenda de austeridade que foi proposta pelo candidato derrotado, Flávio Bolsonaro (PL). O ministro argumentou que a política econômica a ser seguida deve ser a que saiu vitoriosa das urnas, e não a que foi rejeitada pelo eleitorado.
O debate sobre o futuro das contas públicas ganhou força após a Bolsa brasileira registrar uma queda de 13,88% no primeiro pregão pós-eleição. Em resposta à volatilidade, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que a pasta estuda medidas para assegurar o cumprimento das metas fiscais, incluindo a possibilidade de ampliar o contingenciamento de despesas. Durigan ressaltou que qualquer proposta passará por diálogo e dependerá de aval do presidente e do Congresso.
Apesar das sinalizações da Fazenda, o governo mantém divergências internas sobre a urgência de um ajuste. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), afirmou que um pacote de cortes não está na pauta imediata do Executivo. Segundo Guimarães, o foco do governo está concentrado em pautas como a PEC da Segurança Pública e a tarifa zero no transporte.
Em resumo
- Guilherme Boulos rejeitou cortes em políticas sociais, afirmando que a agenda de austeridade foi derrotada nas urnas.
- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, estuda medidas fiscais após forte reação negativa do mercado financeiro.
- O governo, através de José Guimarães, nega que um ajuste fiscal seja prioridade imediata, priorizando pautas legislativas sociais.
Fonte: Brasil 247

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