PF fecha cerco contra Banco Master: 15 são indiciados por esquema bilionário com o BRB
Polícia Federal conclui inquérito sobre fraudes envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília, apontando liderança de Daniel Vorcaro e ex-gestores do banco público.

A Polícia Federal finalizou o primeiro inquérito que investiga um complexo esquema de crimes financeiros envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB). Ao todo, 15 pessoas foram indiciadas, incluindo o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.
Segundo as investigações, o grupo teria operado a venda de carteiras de crédito fraudulentas ao banco público. A PF aponta que a empresa Tirreno, utilizada nas transações, funcionava como uma fachada, sem estrutura ou patrimônio real, para viabilizar a transferência de ativos entre as instituições. O Ministério Público Federal estima que apenas o advogado Daniel Monteiro, também indiciado, tenha lucrado ao menos R$ 86 milhões com o esquema.
A estrutura do suposto crime foi dividida pela PF em núcleos estratégicos, executivos e operacionais. Daniel Vorcaro, preso desde março de 2026, é apontado como o líder que coordenava a articulação entre o Master e o BRB. Já Paulo Henrique Costa, que comandou o banco público entre 2019 e 2025, é acusado de integrar o núcleo decisório que permitiu a concretização das operações.
As defesas dos envolvidos têm contestado as conclusões da autoridade policial. A representação de Vorcaro classificou o relatório como "açodado e afoito", enquanto os advogados de Paulo Henrique Costa sustentam que o ex-presidente do BRB não tinha conhecimento de irregularidades e que a investigação ignorou documentos favoráveis ao seu cliente.
Em resumo
- 15 pessoas foram indiciadas pela PF por crimes financeiros envolvendo o Banco Master e o BRB.
- Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa são apontados como líderes do esquema.
- A empresa Tirreno é acusada de ser uma fachada para a venda de créditos sem lastro.
- O advogado Daniel Monteiro teria obtido R$ 86 milhões com as operações investigadas.
Fonte: ICL Notícias

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