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Rússia e nações africanas selam pacto estratégico por nova ordem global

Cúpula em Moscou consolida aliança entre Rússia e países africanos com foco em soberania, reforma de instituições internacionais e cooperação econômica.

Foto: Crédito: Sputnik Africa · Original e licença

A terceira edição da Cúpula e Fórum Econômico e Humanitário Rússia-África, encerrada nesta quinta-feira (29) em Moscou, marcou um passo decisivo na consolidação de uma agenda comum entre o Kremlin e o continente africano. Ao longo de dois dias de debates, os líderes presentes formalizaram uma declaração conjunta e um plano de ação que priorizam a soberania nacional, a reforma das instituições globais e a expansão de parcerias estratégicas.

No centro das discussões, o bloco reafirmou a defesa do direito internacional e a oposição ao que classificaram como uso político de tribunais globais para exercer pressão neocolonial. O documento final condena medidas protecionistas unilaterais e defende uma reforma profunda na Organização Mundial do Comércio (OMC), buscando um sistema mais inclusivo e transparente que não utilize questões climáticas como pretexto para barreiras comerciais.

A cooperação em segurança também ganhou contornos práticos. O plano de ação prevê a criação de centros de gestão de crises e o fortalecimento de agências locais no combate ao terrorismo e ao extremismo. Além disso, a parceria busca integrar os países africanos ao bloco do BRICS e ampliar a coordenação dentro do G20, fortalecendo a voz do Sul Global no cenário geopolítico.

No campo econômico e tecnológico, o acordo estabelece metas para investimentos em energia, petróleo, gás e infraestrutura logística, incluindo a criação de zonas industriais russas em solo africano. A cooperação em Inteligência Artificial e a promoção de intercâmbios acadêmicos e científicos completam o pacote de medidas, visando reduzir a dependência tecnológica e fomentar o desenvolvimento mútuo.

Em resumo

  • Rússia e países africanos firmaram compromissos de cooperação em segurança, tecnologia e comércio.
  • O bloco defende a reforma da OMC e a rejeição de medidas protecionistas unilaterais.
  • O acordo prevê a expansão da parceria com o BRICS e o fortalecimento da soberania regional.
  • O plano de ação inclui investimentos em infraestrutura energética e a criação de zonas industriais russas na África.

Fonte: Brasil 247

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