Política

PT impõe condição para manter apoio à reeleição de Hugo Motta na Câmara

A federação liderada pelo PT condicionou sua permanência no bloco de apoio a Hugo Motta à exclusão do PL e do Novo da aliança para a presidência da Câmara.

Foto: Hugo Motta promulga PEC do fim da escala 6×1 Crédito: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados · Original e licença

A federação composta por PT, PCdoB e PV enviou um recado direto ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB): a aliança em torno de sua reeleição está sob risco caso o bloco decida incorporar o PL e o Novo. A movimentação, revelada pelo portal Metrópoles, busca frear o avanço da oposição nos espaços de poder da Casa a partir de 2027.

Embora Motta não tenha se comprometido a vetar as legendas, ele assegurou que qualquer ampliação do grupo passará pelo crivo dos partidos que já compõem a base de apoio. O receio petista é que o PL, que deterá a maior bancada da Câmara com 121 deputados, utilize seu peso numérico para dominar a Mesa Diretora e as presidências das comissões temáticas.

O ultimato da esquerda ocorre apenas dois dias após o anúncio oficial de apoio a Motta, feito em 27 de outubro. Atualmente, o bloco que sustenta a candidatura do paraibano reúne 361 parlamentares, incluindo siglas como União Brasil, PP, PSD, MDB, PSB e PDT. A entrada de PL e Novo, contudo, é vista como um fator de desequilíbrio que poderia levar ao desembarque imediato da federação.

A disputa pela presidência da Câmara será decidida em fevereiro de 2027, em votação secreta. Para garantir a vitória no primeiro turno, o candidato precisa de 257 votos. Apesar da vantagem numérica atual, a instabilidade das alianças e o caráter sigiloso do pleito mantêm o cenário em aberto.

Em resumo

  • A federação PT-PCdoB-PV ameaça deixar o bloco de Hugo Motta se PL e Novo forem incluídos.
  • O PT quer evitar que o PL, dono da maior bancada, controle postos estratégicos na Câmara.
  • O bloco atual de apoio a Motta soma 361 deputados eleitos para a próxima legislatura.
  • A eleição para a presidência da Casa está marcada para fevereiro de 2027.

Fonte: Brasil 247

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