Bancos devem R$ 16 milhões em educação financeira após Desenrola 2.0
Instituições financeiras precisam investir em projetos de educação financeira como contrapartida pelo uso de garantias públicas no programa de renegociação de dívidas.

Os bancos que participaram do Desenrola 2.0 têm o compromisso de destinar R$ 16 milhões para iniciativas de educação financeira. O montante funciona como uma contrapartida pelo uso de garantias do Fundo de Garantia de Operações (FGO) durante o programa, que renegociou 5,54 milhões de débitos entre maio e agosto de 2026.
Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, a aplicação desses recursos ainda é objeto de negociação com o Ministério da Fazenda, quase dois meses após o fim da iniciativa. Do total previsto, R$ 5 milhões serão direcionados ao programa Amplifica Educação Financeira, coordenado pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), com foco em populações vulneráveis. O destino dos outros R$ 11 milhões permanece indefinido.
O cenário de endividamento no país, contudo, segue preocupante. Dados do UBS BB indicam que o número de brasileiros negativados alcançou 84 milhões em agosto de 2026, o que representa cerca de 51% da população adulta. Paralelamente, o Banco Central registrou que a inadimplência em empréstimos com recursos livres atingiu 6,61% no mesmo mês, o maior patamar da série histórica iniciada em 2011.
Para tentar conter o avanço do superendividamento, o Banco Central anunciou novas diretrizes que entrarão em vigor em março de 2027. As regras exigem maior transparência das instituições financeiras, a possibilidade de bloqueio de ofertas de crédito e a criação de um painel consolidado de dívidas para os clientes.
Em resumo
- Bancos devem investir R$ 16 milhões em educação financeira como contrapartida pelo uso do FGO no Desenrola 2.0.
- O programa renegociou R$ 28,37 bilhões em dívidas originais, reduzindo o valor para R$ 5,7 bilhões.
- O número de negativados no Brasil chegou a 84 milhões, enquanto a inadimplência bateu recorde histórico de 6,61%.
- Novas normas do Banco Central para coibir ofertas abusivas de crédito passam a valer em março de 2027.
Fonte: ICL Notícias

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