Bolso do brasileiro sob pressão: ICMS sobre combustíveis terá novo reajuste em 2027
Estados e Distrito Federal definem aumento no imposto sobre gasolina, diesel e gás de cozinha a partir de fevereiro; entenda o impacto no orçamento.

O orçamento das famílias brasileiras enfrentará um novo desafio a partir de 1º de fevereiro de 2027. O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) oficializou um reajuste no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre a gasolina, o diesel e o gás de cozinha, marcando o terceiro ano consecutivo de elevação tributária sobre esses itens.
Conforme apurado pelo portal g1, o diesel será o combustível com o maior impacto, registrando um aumento de 11,1%, o que representa um acréscimo de R$ 0,13 por litro. Para o gás de cozinha, a alta será de 4,8% (R$ 0,07 por quilo), enquanto a gasolina terá um reajuste de 4,5% (R$ 0,07 por litro). No caso do botijão de 13 quilos, o impacto direto do tributo pode chegar a R$ 0,91 caso o valor seja integralmente repassado ao consumidor final.
O cálculo do reajuste é realizado anualmente pelos estados, tomando como base a variação dos preços médios mensais monitorados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Para a definição das novas alíquotas de 2027, foi feita uma comparação entre os preços praticados de fevereiro a setembro de 2026 frente ao mesmo período do ano anterior.
Além do impacto direto no bolso dos motoristas, a elevação do imposto sobre o diesel gera preocupação quanto ao custo do frete. Como o transporte rodoviário é o principal meio de logística no país, o aumento pode pressionar a cadeia produtiva e, consequentemente, o preço final de alimentos e outros produtos essenciais. Os estados ainda avaliam a possibilidade de antecipar novas atualizações para o diesel, caso a volatilidade do mercado internacional de petróleo se intensifique.
Em resumo
- O ICMS sobre combustíveis e gás de cozinha sobe a partir de 1º de fevereiro de 2027.
- O diesel terá o maior reajuste, com alta de 11,1% por litro.
- O cálculo baseia-se na variação de preços da ANP entre 2025 e 2026.
- A medida pode elevar custos de frete e pressionar o preço de produtos básicos.
Fonte: ICL Notícias

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