Política

Disputa precoce: fala de Tarcísio sobre 2030 gera atrito com clã Bolsonaro

Governador de São Paulo causa mal-estar no PL ao projetar candidatura presidencial, acirrando a disputa interna pela liderança da oposição.

Foto: Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução · Original e licença

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), provocou um novo foco de tensão no campo da direita ao admitir, em declarações recentes, a possibilidade de concorrer à Presidência da República em 2030. Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, a fala não foi bem recebida por aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que interpretaram o movimento como uma antecipação indevida na corrida pelo comando da oposição.

Nos bastidores do PL, a avaliação predominante entre os apoiadores de Flávio é a de que o governador "queimou a largada". O incômodo é acentuado pelo fato de o senador, que viajou ao exterior nesta semana, buscar consolidar seu papel como principal nome do bolsonarismo após a derrota nas urnas. Integrantes do entorno de Flávio, incluindo articulações com Eduardo Bolsonaro, já discutem a viabilidade de uma candidatura do senador ao Planalto daqui a quatro anos, visando manter o protagonismo da família.

A irritação também alcança a ala mais radical do movimento, que vê com desconfiança a postura de Tarcísio. Um interlocutor próximo a Flávio afirmou que o governador "conseguiu irritar esse grupo do nosso campo". Além disso, aliados do senador questionam o nível de empenho de Tarcísio durante a campanha presidencial deste ano, apesar de o governador ter participado de agendas e auxiliado na preparação de debates.

Em sua defesa, Tarcísio buscou minimizar a polêmica e condicionou qualquer projeto futuro ao sucesso de sua gestão em São Paulo. O governador ressaltou que sua prioridade é o segundo mandato e que decisões dessa natureza devem ser tomadas em conjunto. "2030 é outra conversa", declarou o gestor paulista.

Em resumo

  • Tarcísio de Freitas admitiu que pode disputar a Presidência em 2030, dependendo do desempenho de seu governo.
  • A declaração gerou mal-estar entre aliados de Flávio Bolsonaro, que buscam manter o senador como líder da oposição.
  • O grupo de Flávio avalia que o governador se antecipou na disputa interna pela direita.
  • Setores do bolsonarismo radical manifestaram resistência à movimentação de Tarcísio.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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