Após vitória eleitoral, Lula reafirma preferência por Jorge Messias para o STF
Presidente Lula mantém aposta em Jorge Messias para a Suprema Corte, ignorando pressões por Rodrigo Pacheco após reeleição.

Foto: Lula e Jorge Messias. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil · Original e licença
Fortalecido pela vitória nas urnas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou que não pretende recuar na indicação do atual advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A informação, divulgada pela colunista Bela Megale, do jornal O Globo, indica que o mandatário descarta ceder às pressões de setores da Corte que defendiam o nome do senador Rodrigo Pacheco para o posto.
Apesar de ministros influentes do STF, como Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes, terem articulado em favor de Pacheco, Lula mantém a postura de que a prerrogativa de escolha dos magistrados pertence exclusivamente ao Poder Executivo. O presidente já teria comunicado a interlocutores do Judiciário sua intenção de insistir na nomeação de Messias.
O cenário, contudo, impõe desafios políticos significativos. Em 29 de abril de 2026, o Senado Federal rejeitou a indicação de Messias por 42 votos a 34, em um episódio que marcou a primeira reprovação de um nome ao Supremo em 132 anos. A derrota foi um revés expressivo para o governo, que agora busca reverter o quadro em um novo contexto legislativo.
A estratégia de Lula deve passar por negociações com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Nos bastidores, Alcolumbre é apontado como um dos principais articuladores da resistência ao nome de Messias, preferindo a ascensão de Pacheco. O diálogo sobre a indicação deve ocorrer paralelamente às tratativas para a sucessão no comando da Casa legislativa.
Em resumo
- Lula mantém Jorge Messias como sua escolha prioritária para o STF, descartando Rodrigo Pacheco.
- A indicação de Messias foi rejeitada pelo Senado em abril de 2026, na primeira derrota do tipo desde 1894.
- O governo busca apoio de Davi Alcolumbre, que resistiu ao nome do advogado-geral da União anteriormente.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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