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Itamaraty exige explicações sobre suposto apoio de governo Milei à fuga de Flávio Bolsonaro

Governo brasileiro convocou representante argentina para esclarecer possível auxílio de assessor de Javier Milei na saída do senador Flávio Bolsonaro do país.

Foto: Javier Milei e Flávio Bolsonaro Crédito: Reprodução · Original e licença

O Ministério das Relações Exteriores convocou, na última quinta-feira (29), a encarregada de negócios da Embaixada da Argentina em Brasília, Emilia Cortés, para prestar esclarecimentos sobre o possível envolvimento de integrantes do governo de Javier Milei na saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil. O parlamentar teria utilizado o território argentino como rota para chegar aos Estados Unidos.

Segundo apuração da jornalista Janaína Figueiredo, do UOL, a reunião foi conduzida pelo embaixador João Marcelo Galvão de Queiroz, chefe do Departamento de Mercosul do Itamaraty. O foco do encontro foi obter detalhes sobre a suposta participação de autoridades da Casa Rosada na operação de deslocamento do senador.

A atenção do governo brasileiro recai sobre a atuação de Santiago Caputo, um dos assessores mais influentes de Milei. Informações indicam que Caputo teria coordenado pessoalmente a logística na região da Tríplice Fronteira, entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú, para garantir a passagem de Flávio Bolsonaro.

Apesar da gravidade do episódio, a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva optou por uma estratégia de baixo perfil. A escolha de um diplomata de nível intermediário para a reunião reflete o desejo de evitar uma escalada de tensões diplomáticas ou um confronto direto com a administração argentina, mantendo o caso em um âmbito estritamente protocolar.

Em resumo

  • O Itamaraty convocou a representante argentina para esclarecer o suposto auxílio do governo Milei na fuga de Flávio Bolsonaro.
  • O assessor presidencial Santiago Caputo é apontado como o articulador da operação na Tríplice Fronteira.
  • O governo Lula busca informações oficiais, mas mantém postura discreta para evitar uma crise diplomática maior.

Fonte: Brasil 247

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