Política · Justiça

Reeleito, Lula reafirma aposta em Jorge Messias para o STF e ignora pressão de ministros

Após garantir a reeleição, o presidente Lula mantém a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, resistindo à preferência de magistrados por Rodrigo Pacheco.

Foto: Jorge Messias e Presidente Lula Crédito: Ton Molina/Agência SenadoFabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil · Original e licença

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou sua disposição de manter o advogado-geral da União, Jorge Messias, como seu indicado para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) aberta pela saída do ministro Luís Roberto Barroso. A decisão, consolidada logo após a vitória do petista nas urnas, ignora a preferência de figuras influentes da Corte, como os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes, que articulavam em favor do ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.

Segundo apuração da jornalista Bela Megale, do jornal O Globo, o presidente já comunicou a magistrados que não pretende recuar. Lula avalia que a escolha de um ministro do STF é uma prerrogativa constitucional exclusiva do Executivo e que ceder à pressão externa seria abrir mão de uma atribuição fundamental do seu cargo.

A estratégia do Palácio do Planalto agora envolve integrar a indicação de Messias às negociações políticas com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O apoio de Alcolumbre é considerado peça-chave para reverter o cenário adverso no Legislativo, onde a nomeação precisa ser aprovada após sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e votação no plenário.

O histórico recente da indicação é marcado por um revés inédito. Em 29 de abril de 2026, o plenário do Senado rejeitou o nome de Messias por 42 votos a 34, tornando-se a primeira derrota de um indicado ao STF desde 1894. Apesar do desgaste anterior, o governo aposta que o novo cenário político pós-eleitoral permitirá uma articulação mais eficaz para viabilizar o nome do advogado-geral.

Em resumo

  • Lula mantém Jorge Messias como sua escolha para o STF, contrariando ministros que preferiam Rodrigo Pacheco.
  • O presidente defende a prerrogativa constitucional de indicar nomes para a Corte sem ceder a pressões.
  • A indicação será pauta nas negociações com Davi Alcolumbre para garantir apoio no Senado.
  • Messias já havia sido rejeitado pelo Senado em abril de 2026, em um episódio histórico de derrota governista.

Fonte: Brasil 247

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