Assédio eleitoral: canal do Ministério do Trabalho registra quase 300 denúncias em um dia
Em apenas 24 horas, novo canal do Ministério do Trabalho recebe centenas de relatos de coação política no ambiente profissional, com foco no Sudeste.

Foto: Crédito: Divulgação/MTE · Original e licença
O combate ao assédio eleitoral no ambiente de trabalho ganhou um reforço imediato. Nas primeiras 24 horas de operação, o canal exclusivo criado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) contabilizou 298 denúncias de coação e pressão política sobre trabalhadores. Os registros abrangem 21 estados e o Distrito Federal, evidenciando a capilaridade do problema.
O estado de São Paulo concentra o maior volume de queixas, totalizando 123 registros. Na sequência, aparecem Rio de Janeiro (28) e Minas Gerais (25). Regionalmente, o Sudeste lidera o ranking com 59,7% das ocorrências, seguido pelo Nordeste (14,1%) e Sul (13,8%).
A iniciativa do MTE visa dar celeridade ao tratamento dessas demandas, que incluem desde ameaças de demissão até represálias por posicionamento político. A pasta reforça que tais práticas violam a liberdade de consciência e o sigilo do voto, sendo vedadas pela Lei nº 9.029/1995, que proíbe condutas discriminatórias na manutenção do emprego.
Trabalhadores que se sentirem coagidos podem formalizar a denúncia pelo portal assedioeleitoral.trabalho.gov.br ou pelo sistema oficial de denúncias da Inspeção do Trabalho. O atendimento também ocorre presencialmente nas unidades regionais, mediante agendamento prévio.
Em resumo
- O Ministério do Trabalho recebeu 298 denúncias de assédio eleitoral em 24 horas.
- São Paulo lidera o número de casos, concentrando 123 registros.
- O canal exclusivo garante prioridade na apuração de práticas discriminatórias e coação política.
- A legislação brasileira proíbe punições ou pressões sobre o voto do trabalhador.
Fonte: Brasil 247

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