PF é acionada após onda de ataques criminosos contra indígenas no Mato Grosso do Sul
Governo federal mobiliza forças de segurança para investigar episódios de violência, racismo e ameaças contra comunidades Guarani e Kaiowá após o pleito.

O Ministério dos Povos Indígenas (MPI) solicitou formalmente a intervenção da Polícia Federal nesta quinta-feira (29) para apurar uma série de ataques violentos contra comunidades Guarani e Kaiowá no Mato Grosso do Sul. A medida ocorre em meio a um cenário de tensão crescente após o encerramento das eleições, com relatos de ameaças à vida, discriminação e incitação ao ódio.
A gravidade da situação foi evidenciada por um ataque criminoso na aldeia Jaguapiré, em Tacuru (MS), onde a casa de uma anciã de 90 anos foi incendiada. Além da destruição da moradia, o fogo consumiu instrumentos sagrados utilizados em rituais tradicionais. Em outro episódio alarmante no mesmo município, um servidor público foi afastado de suas funções após ser flagrado sugerindo, via aplicativo de mensagens, o envenenamento da água consumida por indígenas da Aldeia Sassoró.
O histórico recente de violência na região inclui ainda o assassinato de uma família em Naviraí e um atropelamento fatal em Coronel Sapucaia, ambos registrados no último domingo (25). As denúncias, compiladas pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e pela Associação Aty Guasu, motivaram uma força-tarefa que envolve também os ministérios dos Direitos Humanos e da Cidadania e da Igualdade Racial.
A escalada de ataques não se restringe ao Mato Grosso do Sul. A deputada federal Célia Xakriabá (Psol-MG) levou ao Congresso denúncias sobre um incêndio no território do povo Tikm’n (Maxakali), em Minas Gerais, e alertou para a vulnerabilidade das comunidades. Organizações como a Anistia Internacional e o Greenpeace também exigiram respostas imediatas das autoridades para conter a onda de hostilidades.
Em resumo
- O Ministério dos Povos Indígenas acionou a PF para investigar ataques contra comunidades Guarani e Kaiowá no MS.
- Episódios incluem incêndio criminoso contra anciã, ameaças de envenenamento de água e assassinatos.
- Uma força-tarefa ministerial foi montada para garantir a proteção dos territórios e a responsabilização dos autores.
- Denúncias de violência contra indígenas também foram registradas em Minas Gerais e São Paulo.
Fonte: ICL Notícias

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