Política · Justiça

Após pressão popular e decisão judicial, vereadora de Belém recua de ataques a petistas

A vereadora Patrícia Queiroz (PP) publicou retratação após sugerir demissões por motivação política, enquanto enfrenta pedido de cassação com 31 mil assinaturas.

Foto: A vereadora bolsonarista e pastora Patrícia Queiroz (PP), de Belém (PA). Foto: Reprodução · Original e licença

A vereadora e pastora Patrícia Queiroz (PP), de Belém, foi obrigada a publicar uma retratação pública no último dia 29 de outubro. A medida foi imposta pela Justiça do Trabalho, que determinou que a parlamentar se abstenha de praticar ou incentivar qualquer forma de assédio ou discriminação eleitoral contra trabalhadores.

O caso teve origem após a vereadora utilizar suas redes sociais, logo após o segundo turno das eleições, para defender que empregadores identificassem e demitissem funcionários que declararam voto no presidente Lula (PT). A conduta gerou uma ação movida pelo Ministério Público do Trabalho e forte reação política na capital paraense.

Além da determinação judicial, a parlamentar enfrenta um processo administrativo na Câmara Municipal de Belém. Um abaixo-assinado virtual, organizado pela ex-vereadora Gizelle Freitas, reuniu 31 mil assinaturas pedindo a cassação do mandato de Queiroz. O documento já foi protocolado na presidência da Casa e segue para análise da Diretoria Jurídica.

Em sua nota de retratação, a vereadora afirmou que empregados têm o direito de escolher livremente seus candidatos, independentemente de partido ou orientação política. O episódio também foi alvo de críticas severas por parte da oposição, que classificou a postura da parlamentar como uma prática discriminatória inaceitável.

Em resumo

  • A Justiça do Trabalho proibiu a vereadora de incentivar assédio eleitoral contra trabalhadores.
  • Patrícia Queiroz (PP) publicou retratação após sugerir demissões de eleitores do PT.
  • Um abaixo-assinado com 31 mil assinaturas pede a cassação do mandato da vereadora.
  • O pedido de cassação está sob análise da Diretoria Jurídica da Câmara Municipal de Belém.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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