Política · Segurança

Violência pós-eleitoral atinge povos indígenas em Mato Grosso do Sul

Ataques contra comunidades Guarani e Kaiowá, incluindo ameaças de envenenamento de água e destruição de casas de reza, levam governo a acionar a Polícia Federal.

Foto: - Guilherme Boulos - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil · Original e licença

O cenário político pós-eleitoral de 2026 tem sido marcado por uma onda de hostilidade contra comunidades originárias. Em Mato Grosso do Sul, o clima de tensão escalou para ataques diretos, levando o ministro Guilherme Boulos a cobrar publicamente uma resposta firme das autoridades contra a violência política que assola o país.

Um dos casos mais graves envolveu um servidor público municipal em Tacuru, que foi afastado de suas funções após circular uma mensagem sugerindo o envenenamento da água utilizada por famílias da Aldeia Sassoró. A ameaça é considerada alarmante, dado que a região sofre com a escassez hídrica e a dependência de caminhões-pipa.

Simultaneamente, a aldeia Jaguapiré, situada no mesmo município, sofreu a perda de um espaço sagrado. Uma casa de reza foi consumida pelo fogo, resultando na destruição de objetos rituais essenciais para a espiritualidade da comunidade. O Ministério dos Povos Indígenas solicitou, no dia 29 de outubro, a intervenção da Polícia Federal para apurar esses crimes.

A Fundação Nacional dos Povos Indígenas manifestou profunda preocupação com a segurança dos Guarani e Kaiowá, classificando os episódios como violações graves à integridade física e incitação ao ódio. O monitoramento dos ataques está sendo realizado em conjunto por entidades como a Apib e a Aty Guasu, que reúnem relatos de agressões e ameaças em diversos estados.

O governo federal assegurou que pastas ministeriais estão trabalhando para identificar os responsáveis. Boulos reforçou que o Estado brasileiro não pode permitir que o país seja tratado como um território sem lei, exigindo que os autores dos atos de violência política sejam devidamente responsabilizados.

Em resumo

  • Servidor público foi afastado após propor contaminação da água na Aldeia Sassoró.
  • Casa de reza foi incendiada na aldeia Jaguapiré, destruindo itens sagrados.
  • Ministério dos Povos Indígenas acionou a Polícia Federal para investigar os ataques.
  • Funai alerta para o risco à vida e à integridade física dos povos Guarani e Kaiowá.

Fonte: Revista Fórum

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