Genoino aponta reeleição de Lula como marco para o protagonismo do Sul Global
Para o ex-presidente do PT, vitória de Lula em 2026 fortalece o multilateralismo e exige uma diplomacia mais programática e soberana frente às pressões externas.

Foto: Lula, Genoino Crédito: ABR | REUTERS/Adriano Machado · Original e licença
A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições de 2026 não é apenas um evento doméstico, mas um divisor de águas na geopolítica mundial. Segundo o ex-presidente do PT, José Genoino, o resultado consolida o Brasil como um pilar central na articulação do Sul Global, fortalecendo o multilateralismo e a autodeterminação dos povos em um momento de desgaste da hegemonia norte-americana.
Em entrevista ao programa Bom Dia 247, Genoino destacou que o novo mandato de Lula deve ser pautado por uma diplomacia mais assertiva e programática. Para o dirigente, o país precisa ir além da representação institucional tradicional, adotando uma postura que ele classifica como "mais militante" para enfrentar as disputas internacionais e as pressões econômicas que, segundo ele, continuarão a ser exercidas por Washington.
O ex-presidente do PT alertou que, apesar da vitória, o governo enfrentará desafios significativos, incluindo táticas de "guerra psicológica" e ameaças comerciais. Para garantir a soberania nacional, Genoino defende que o Brasil integre sua política externa a um projeto robusto de desenvolvimento, com foco especial no controle estratégico de minerais críticos e terras raras.
Genoino também ressaltou que a liderança de Lula no G20 e nos Brics será fundamental para articular uma agenda que contemple desde a transição ecológica até a solidariedade internacional. Para ele, o Brasil está em uma posição privilegiada para liderar a construção de alternativas ao domínio dos Estados Unidos, promovendo uma integração regional que priorize os interesses dos países em desenvolvimento.
Em resumo
- A vitória de Lula é vista como um fortalecimento do Sul Global e do multilateralismo.
- Genoino defende uma diplomacia mais programática e soberana diante da decadência da hegemonia dos EUA.
- O governo deve priorizar estratégias para minerais críticos e terras raras como parte da soberania nacional.
- O Brasil é apontado como referência para movimentos progressistas que buscam alternativas à extrema direita.
Fonte: Brasil 247

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