O novo xadrez do bolsonarismo: Michelle assume o controle da voz de Jair
Com Flávio Bolsonaro nos EUA e restrições impostas ao ex-presidente, Michelle Bolsonaro se consolida como a principal articuladora política do grupo.

Foto: Michelle Bolsonaro e Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução · Original e licença
A dinâmica de poder no bolsonarismo atravessa uma reconfiguração profunda após a prisão de Jair Bolsonaro. Com as severas restrições de comunicação impostas ao ex-presidente e a ausência de Flávio e Eduardo Bolsonaro, que se encontram nos Estados Unidos, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro emergiu como a figura central na mediação entre o detento e o mundo exterior.
Segundo análise do jornalista Leonardo Sakamoto, a posição de Michelle é estratégica. Por acompanhar a rotina do marido e manter contato constante, ela detém o controle sobre o fluxo de informações e a interpretação das diretrizes políticas de Bolsonaro. Embora outros aliados, como o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, tenham acesso ao ex-presidente, a presença diária de Michelle confere a ela um poder de filtro sobre as mensagens que chegam aos apoiadores.
O cenário também expõe as tensões internas pela sucessão política do bolsonarismo. De um lado, o núcleo familiar tenta manter o protagonismo; de outro, alas do movimento articulam a candidatura de Tarcísio de Freitas, possivelmente com Michelle na vice. Para Sakamoto, a escolha de Flávio para liderar a sucessão não encerrou as disputas internas, que permanecem latentes.
Em resumo
- Michelle Bolsonaro tornou-se a principal intermediária política de Jair Bolsonaro devido à sua proximidade diária.
- A ausência de Flávio e Eduardo Bolsonaro, atualmente nos Estados Unidos, enfraqueceu a influência direta dos filhos na articulação política imediata.
- Existe uma disputa interna no bolsonarismo entre o projeto familiar e a ala que defende a candidatura de Tarcísio de Freitas.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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