Oposição fecha portas para Alcolumbre e ignora aceno sobre perdão a Bolsonaro
Senadores da direita mantêm resistência à reeleição de Davi Alcolumbre, mesmo com articulações sobre anistia ou indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Foto: Deputado Carlos Jordy (PL-RJ). (Foto: Leonardo Marques – ASCOM/MCTI) · Original e licença
A tentativa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), de atrair o apoio da oposição para sua recondução ao comando da Casa por meio de acenos sobre o destino de Jair Bolsonaro encontrou forte resistência. Segundo informações apuradas pelos jornalistas Raphael Di Cunto e Augusto Tenório, da Folhapress, a bancada de direita descarta qualquer aliança com o parlamentar amapaense, mantendo o foco em suas próprias candidaturas e na pauta de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Alcolumbre tem articulado, nos bastidores, a possibilidade de defender um indulto humanitário junto ao governo Lula ou a aprovação de uma anistia pelo Congresso para o ex-presidente, que está preso desde agosto de 2025 sob acusação de participação em tentativa de golpe de Estado. O objetivo do atual presidente do Senado seria distensionar o clima político e frear a pressão da oposição pelo afastamento de magistrados da Corte, substituindo essa pauta por uma reforma estrutural no Judiciário.
A oposição, contudo, demonstra desconfiança profunda. Parlamentares relembram promessas anteriores não cumpridas, como a redução de penas para os condenados pelos atos de 8 de janeiro, que acabou suspensa por decisão do ministro Alexandre de Moraes. O senador eleito Carlos Jordy (PL-RJ) resumiu o sentimento do grupo ao afirmar que Alcolumbre não possui credibilidade. Para o senador Jorge Seif (PL-SC), a proposta é vista como uma tentativa infrutífera de repetir acordos que, na visão da direita, não foram honrados no passado.
Enquanto Alcolumbre aposta na votação secreta para tentar conquistar votos dissidentes, o PL se prepara para oficializar a candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado na próxima quarta-feira (4), contando também com a movimentação da senadora Tereza Cristina (PP-MS). A bancada bolsonarista, que ocupará 29 cadeiras a partir de fevereiro de 2027, sustenta que a prioridade absoluta permanece sendo o enfrentamento ao governo Lula e a defesa do impeachment de ministros do STF.
Em resumo
- Davi Alcolumbre tenta viabilizar sua reeleição oferecendo anistia ou indulto a Jair Bolsonaro.
- A oposição rejeita o acordo, mantendo as candidaturas de Rogério Marinho e Tereza Cristina.
- Senadores da direita priorizam o impeachment de ministros do STF e desconfiam das promessas de Alcolumbre.
- A eleição para a presidência do Senado, que exige 41 votos, será decidida em votação secreta.
Fonte: ICL Notícias

O que você acha desta notícia?
Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.