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Oposição no Senado ignora promessas de Alcolumbre e mantém candidatura própria

Senadores da direita rechaçam negociar a presidência da Casa em troca de perdão a Jair Bolsonaro e confirmam nomes para a disputa de 2027.

A bancada de oposição no Senado Federal fechou questão contra qualquer tentativa de acordo que envolva a recondução de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) ao comando da Casa. O grupo parlamentar, que busca retomar o controle da presidência para pautar o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e intensificar o desgaste do governo Lula, decidiu manter candidaturas próprias para a sucessão em 2027.

Os nomes que despontam como alternativas da direita são os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS). A estratégia do bloco é clara: não aceitar promessas de anistia ou indulto para o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena desde agosto de 2025 por envolvimento na tentativa de golpe de Estado, como moeda de troca política.

O senador eleito Carlos Jordy (PL-RJ) manifestou desconfiança em relação à postura de Alcolumbre, argumentando que o parlamentar não possui a credibilidade necessária para liderar tais tratativas. Jordy relembrou episódios passados em que propostas de anistia foram esvaziadas, sugerindo que o foco da oposição deve ser a independência entre os Poderes e não concessões pontuais.

Mesmo com a sinalização de Alcolumbre a aliados de que pretende levar ao presidente Lula uma proposta de indulto humanitário para Bolsonaro, ou buscar uma anistia via Legislativo, a oposição permanece cética. O senador Jorge Seif (PL-SC) afirmou que o histórico de promessas não cumpridas pelo atual presidente do Senado inviabiliza qualquer aliança, reforçando que o grupo não mudará de lado por conta de promessas de perdão.

O clima de desconfiança é acentuado pela suspensão, decidida pelo ministro Alexandre de Moraes em maio, da lei que visava reduzir penas de envolvidos nos ataques de 8 de janeiro. Com a bancada do PL marcada para se reunir na próxima quarta-feira (4) para oficializar a candidatura de Marinho, a disputa pela presidência do Senado se desenha como um confronto direto entre a oposição e o projeto de permanência de Alcolumbre.

Em resumo: - Oposição descarta apoiar Alcolumbre em troca de perdão a Bolsonaro. - Rogério Marinho e Tereza Cristina são os nomes da direita para a presidência do Senado. - Alcolumbre planeja discutir indulto humanitário com Lula, mas enfrenta resistência da oposição. - Bancada do PL oficializa candidatura própria na próxima quarta-feira.

Fonte: www.diariodocentrodomundo.com.br

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