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Empresário que acorrentou homem negro em ato bolsonarista acumula dívida milionária com o fisco

Carlos Eduardo Martins, investigado por racismo após cena em caminhada política, deve mais de R$ 1 milhão em impostos e encargos previdenciários.

Foto: - Homem branco segura corrente junto a um homem negro durante ato de apoio a Flávio Bolsonaro, no Rio de Janeiro - Vídeo: Raphaël Bernard · Original e licença

O empresário Carlos Eduardo Martins, que ganhou notoriedade nacional após ser filmado conduzindo um homem negro acorrentado durante uma caminhada de apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no Rio de Janeiro, enfrenta problemas financeiros graves. Segundo registros empresariais e dados do portal Dívida Aberta, o homem é sócio de duas empresas sediadas em Guaratiba que acumulam débitos tributários e previdenciários superiores a R$ 1 milhão.

As pendências estão concentradas na Top Gran Comércio de Granitos e Mármores Ltda., com dívidas de R$ 666 mil, e na Cem Locação de Bens Móveis e Serviços Ltda., que deve mais de R$ 386 mil. Os valores referem-se a obrigações com o Simples Nacional e a Previdência Social.

O episódio ocorreu no dia 24 de outubro, véspera do segundo turno, na Barra da Tijuca. Imagens obtidas pela Revista Fórum mostram Martins, vestindo roupas com o rosto do senador Flávio Bolsonaro, puxando um homem negro identificado como Sérgio, que estava caracterizado com elementos associados ao PT. A cena gerou forte reação e levou a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) a abrir um inquérito para investigar possível crime de racismo.

O Ministério da Igualdade Racial acionou o Ministério da Justiça e a Procuradoria Regional Eleitoral, destacando a gravidade da associação entre a imagem de um homem negro acorrentado e o período da escravidão. Após a repercussão, Martins divulgou um vídeo alegando que a ação tratava-se de uma "sátira política" e negou qualquer intenção racista.

Em resumo

  • Carlos Eduardo Martins deve mais de R$ 1 milhão em impostos e encargos previdenciários.
  • O empresário é investigado pela Decradi por conduzir um homem negro acorrentado em ato político.
  • O Ministério da Igualdade Racial solicitou providências às autoridades competentes sobre o caso.

Fonte: Revista Fórum

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